Koeman questiona saída de Messi: “Barcelona contratou alguém por € 55 milhões logo depois”
Magoado com Laporta, o holandês também afirmou que não voltará ao Camp Nou por um tempo
Ex-técnico do Barcelona, o primeiro em mais de 15 anos que teve a missão de armar um time sem Lionel Messi, Ronald Koeman questionou em entrevista ao jornal holandês AD que não entende por que o clube não poderia ter mantido o craque se logo depois contratou Ferrán Torres do Manchester City por € 55 milhões.
Torres foi na teoria um substituto para Sergio Agüero, aposentado do futebol após sofrer problemas cardíacos, mas atacante argentino chegou no mesmo mercado em que Messi saiu para o Paris Saint-Germain ao fim do seu contrato, com o Barcelona alegando que não poderia inscrever o novo vínculo do seu camisa 10 sem violar as regras de Fair Play Financeiro do Campeonato Espanhol.
Antoine Griezmann voltou ao Atlético de Madrid, inicialmente por empréstimo, no final da janela de verão, e Phillipe Coutinho foi cedido temporariamente ao Aston Villa em janeiro. Dois altos salários que pelo menos em parte saem da folha do Barcelona, mas do outro lado vieram Pierre-Emerick Aubameyang e Adama Traoré, além de Torres.
“Foi pela insistência da hierarquia do clube que eu concordei com a saída de certos jogadores, para ajudar a colocar as finanças em ordem. Mas quando você vê que eles contrataram alguém por € 55 milhões pouco depois de deixar Messi ir embora, faz você pensar se algo mais estava acontecendo. Por que Messi teve que sair?”, questionou.
Koeman foi demitido em outubro, e o Barcelona melhorou seu desempenho sob o comando de Xavi Hernández, marcando pelo menos quatro vezes nos últimos três jogos. O holandês, porém, está magoado além da saída de Lionel Messi e não tem medo nenhum de apontar o dedo para quem ele acha que é o responsável: o presidente Joan Laporta.
“O Barcelona não me deu o mesmo tempo que está dando a Xavi. Ainda é doloroso para mim. Eu estava trabalhando com muitos jogadores lesionados. Agora Pedri está em forma novamente. Ousmane Dembélé está de volta. Todo técnico precisa de tempo e paciência da direção. Laporta me disse milhares vezes que Xavi não seria o técnico porque ele não tinha experiência suficiente. Mas eu não era o técnico de Laporta. Eu tive esse sentimento desde o primeiro tempo. Não houve um clique depois que ele foi eleito. Houve uma falta de apoio do andar de cima”, disse.
“Eu realmente queria ter sucesso no Barcelona, mas percebi que Laporta queria se livrar de mim porque eu não fui contratado por ele. Você não me verá no Camp Nou por um tempo. Não posso fazer isso ainda. Com esse presidente, não posso fingir que nada aconteceu”, encerrou.



