Justiça de Barcelona confirma julgamento de Daniel Alves para fevereiro de 2024
Acusado de crime sexual no fim de 2022, Daniel Alves pode ser condenado até 12 anos de prisão
Acusado de agredir sexualmente uma mulher no dia 30 de dezembro de 2022, Daniel Alves será julgado pela justiça de Barcelona nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro de 2024. O caso teria acontecido no banheiro de uma boate na cidade catalã. O brasileiro está preso de forma preventiva, sem direito a fiança, desde 20 de janeiro desse ano e já teve quatro pedidos de liberdade provisória negados devido ao risco de fuga.
A acusação pede que o ex-jogador da Seleção Brasileira receba a pena máxima prevista no código penal espanhol para crimes sexuais: 12 anos, além de 10 anos de liberdade supervisionada e multa de 150 mil euros (cerca de R$ 800 mil). O Ministério Público mantém o valor de indenização à mulher que teria sofrido a violência, mas recomenda uma pena de nove anos.
Em outubro desse ano, a defesa de Daniel Alves pagou 150 mil euros à Justiça Espanhola como indenização à vítima, que não pôde recusar o valor conforme o artigo 22 do código penal. O objetivo do pagamento foi tentar diminuir a pena máxima, se utilizando de outro artigo que permite dividir os 12 anos de pena máxima pela metade. Ou seja, seis anos. No entanto, a justiça pode, de toda forma, aplicar a mais rígida punição. O depósito foi feito pela advogada Miraida Puente, representante do brasileiro desde janeiro. O ex-Barcelona também foi representado pelo experiente Cristóbal Martell entre fevereiro e setembro desse ano, mas o advogado abandou o caso por acreditar que já está perdido.
As contradições de Daniel Alves nos depoimentos e a versão da vítima
No primeiro depoimento, Daniel Alves afirmou à Justiça Espanhol que não teria acontecido nenhum ato sexual e nem ao menos conhecia a vítima. Depois, mudou a versão e confirmou que ela teria entrado no banheiro quando o ele estava, mas nada aconteceu. Por fim, na terceira vez, confirmou que houve sexo de forma consensual. Segundo o brasileiro, a primeira declaração foi uma tentativa de proteger o casamento com a modelo Joana Sanz.
A vítima, uma mulher de 23 anos, relatou às autoridades todo o roteiro daquela noite de 30 de dezembro. Ela estava com um grupo convidado para área VIP da boate e se sentou na mesa onde estava Daniel Alves, apresentado a moça pelos amigos do brasileiro. Segundo o depoimento, eles dançaram juntos, mas Dani teria colocado as mãos dela em direção ao seu pênis, mesmo com a resistência da mulher. Ainda conforme o que a jovem disse, por volta das 4h30, o jogador a chamou para entrar em uma porta, que era o banheiro da boate e ela não sabia. No local, Alves teria penetrado com violência na vítima, ejaculado e saído do cômodo. Todas as informações tiradas do depoimento foram publicadas pelos jornais espanhóis El Mundo e El Periódico.
O Diari Ara, outro periódico da Espanha, publicou que as imagens da boate mostram o que a vítima falou. Daniel Alves sai primeiro do banheiro e depois é a vez dela, que comunica aos seguranças o ato. Eles chamaram a polícia, mas o jogador já havia ido embora. A mulher fez exames no mesmo dia do caso e os resultados confirmaram que havia DNA do brasileiro nela.



