
A cena é de uma simplicidade imensa, mas representa demais a proximidade de um time com a sua torcida. Há algumas rodadas, os ultras do Rayo Vallecano vestem macacões laranjas. O novo “uniforme” é uma referência aos presos de Guantánamo, em protesto contra os limites impostos pela organização do futebol espanhol nas arquibancadas, proibindo a entrada de bumbos e faixas. Como de costuma, um grito dos Bukaneros (como é conhecida a tradicional organizada alvirrubra) contra o futebol moderno. E que, no sábado, ganhou o apoio dos próprios jogadores.
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Durante a vitória por 3 a 1 sobre o Granada, todos da equipe usaram cadarços laranjas nas chuteiras, em referência às roupas dos “prisioneiros”. Já no final da partida, os atletas foram até o setor dos Bukaneros para festejar o triunfo, que afasta um pouco mais o Rayo da zona de rebaixamento. Eles cantaram ‘La vida pirata’, tradicional música da torcida.
Outras camisetas laranjas também eram visíveis nos demais setores do estádio, em apoio geral aos organizados. Durante a última partida em casa, os Bukaneros se mantiveram em silêncio, já uma ação policial em sua sede impediu a ida de 200 membros ao duelo contra o Levante.
E, na entrada do estádio, mais uma cena ressaltava a conexão entre os torcedores do Rayo Vallecano com seus ídolos. Uma das paradas obrigatórias era o portão recém-nomeado em homenagem a Wilfred Agbonavbare, ex-goleiro do clube que faleceu em janeiro, vítima de câncer. Definitivamente, um clube que, por sua pequenez, consegue se fazer gigante.
Nos primeiros minutos do vídeo abaixo, as homenagens a Agbonavbare:


