Espanha

Israel acusa Lamine Yamal de fomentar ódio por levantar bandeira da Palestina no Barcelona

Atacante espanhol foi criticado por Ministro da Defesa por atitude durante desfile de comemoração do título de LaLiga do Barça

Campeão de LaLiga após vencer o clássico contra o Real Madrid, o Barcelona fez um desfile nas ruas para comemorar o título com seus torcedores. Durante a passeata, Lamine Yamal ergueu uma bandeira da Palestina, cuja atitude desagradou Israel.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), o Ministro de Defesa Israel Katz acusou o atacante espanhol de “fomentar o ódio”. O político ainda exigiu que o Barça se distanciasse da atitude de Yamal para reforçar seu compromisso “contra o terrorismo”.

— Lamine Yamal escolheu incitar contra Israel e fomentar o ódio enquanto nossos soldados combatem a organização terrorista Hamas, uma organização que massacrou, violou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus em 7 de outubro (de 2023) — começou Katz.

— Quem apoia esse tipo de mensagem deve se perguntar: considera isso humanitário? Isso é moral? Como Ministro da Defesa do Estado de Israel, não ficarei em silêncio. Espero que um clube grande e respeitado como o Barcelona se desmarque dessas declarações e deixe claro que não há lugar para a incitação nem para o apoio ao terrorismo — concluiu.

Criticado por israelenses, a joia de La Masia foi exaltada pelo governo palestino, que compartilhou o momento nas redes sociais acompanhado de três corações. Em Gaza, dois artistas urbanos pintaram um mural do jogador levantando a bandeira em meio aos destroços de um acampamento de refugiados.

Hansi Flick cobrou Lamine Yamal por apoio à Palestina

Na última segunda-feira (11), o camisa 10 do Barcelona pediu para um torcedor entregasse a bandeira palestina para exibi-la no alto do trio elétrico. Nas redes sociais, Lamine Yamal também postou uma foto do ato, o que gerou uma enorme repercussão entre seus 42 milhões de seguidores.

Por conta disso, Hansi Flick foi perguntado sobre o gesto do atacante de 18 anos em apoio à Palestina na coletiva da terça-feira (12), antes da partida contra o Alavés. O técnico alemão, por sua vez, admitiu que não gostou do ocorrido por misturar política com futebol, mas salientou que o espanhol é livre para se manifestar.

Hansi Flick pelo Barcelona
Hansi Flick durante coletiva no Barcelona (Foto: Imago/ZUMA Press Wire)

— Não gosto muito disso. Falei com ele, somos dedicados a jogar futebol, é preciso ter em conta o que as pessoas esperam de nós, mas ele é maior de idade, tem 18 anos, é uma decisão pessoal — declarou Flick.

Embora tenha desaprovado o posicionamento político de Lamine em favor à causa palestina, o treinador não fez o mesmo em relação a Robert Lewandowski, Joan García, Marc Casadó, Eric García e Raphinha, que tremularam uma bandeira em prol da independência da Catalunha no mesmo desfile de comemoração dos Blaugranas.

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Craque do Barcelona não é de ficar em cima do muro

Lamine Yamal durante Espanha x Egito (Foto: Imago/AgenciaLOF)
Lamine Yamal durante Espanha x Egito (Foto: Imago/AgenciaLOF)

Na Data Fifa de março, o jovem atacante se colocou contra parte da torcida da Espanha por um ato de xenofobia durante o amistoso contra o Egito, no RCDE Stadium, casa do Espanyol. Como provocação, torcedores locais cantaram “quem não pular, é muçulmano”.

Lamine Yamal, que é muçulmano de descendência marroquina, ficou visivelmente abalado com o episódio. Em suas redes online, o craque do Barcelona classificou o cântico como uma “falta de respeito e algo intolerável”, argumentando que o futebol deve ser um espaço acolhedor para todos.

— Entendo que não é toda a torcida que é assim, mas para os que cantam essas coisas: usar uma religião como piada em campo os faz parecer pessoas ignorantes e racistas. O futebol é lugar para desfrutar e ser feliz, não para falta de respeito ao outro por ser quem é ou por algo em que acredita — escreveu Yamal.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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