Espanha

Após meses parado, Isco continua em Sevilha, mas agora pelo Betis

Isco estava livre no mercado desde que rescindiu contrato com o Sevilla em dezembro, após uma discussão com o então diretor Monchi e agora reforça o rival Betis

Isco não teve uma passagem feliz pelo Sevilla. Chegou como grande reforço após longa e vitoriosa passagem pelo Real Madrid. Em seis meses, fez apenas 12 partidas, discutiu com o diretor Monchi e teve seu contrato rescindido. E realmente sem fazer nenhuma questão de cair nas graças da torcida do Ramón Sánchez Pizjuán, decidiu que seu próximo clube será o rival Betis. Nesta quarta-feira, foi anunciado com contrato de uma temporada para substituir Sergio Canales, um dos principais jogadores da equipe, negociado com o Monterrey, do México.

Isco chegou a receber uma abordagem do Union Berlim que não prosperou e está treinando sozinho desde que deixou o Sevilla, em dezembro. Segundo o Marca, seu salário fixo será relativamente baixo, com outra parte em variáveis. O Betis ainda precisa abrir espaço na folha salarial para registrá-lo, de acordo com as regras do Fair Play Financeiro de La Liga. Aos 31 anos, reencontrará um velho conhecido para tentar dar sequência à sua carreira.

Formado pelo Valencia, Isco começou a construir seu nome pelo Málaga, em um momento de investimentos irreais que acabaram quebrando o clube, sob o comando de Manuel Pellegrini, atual treinador do Betis. É um movimento parecido que o levou ao Sevilla, aliás, quando aproveitou a chance de trabalhar com Julen Lopetegui, com o qual teve seu melhor rendimento na seleção espanhola. O negócio começou a degringolar pouco depois dele sair para o Wolverhampton.

Por que Isco deixou o Sevilla?

Isco passou nove temporadas no Real Madrid. A transição de grande revelação do futebol espanhol a um meia de baixa intensidade e muitos problemas físicos foi até que bem rápida. Embora talentoso e multicampeão, saiu ao fim do seu contrato e assinou por duas temporadas com o Sevilla. Em um primeiro momento, parecia ser um oásis de qualidade em um momento difícil da temporada que terminou com a demissão de Lopetegui. Jorge Sampaoli continuou dando chances para ele, mas sem o mesmo protagonismo.

As relações se deterioraram muito rapidamente. Começou com um jogo contra o Rayo Vallecano. Isco chegou pendurado com quatro cartões amarelos e foi acusado de não ter se esforçado nem um pouco para evitar o quinto, que o deixou suspenso para o clássico contra o Betis na rodada seguinte. De acordo com o Marca, ele também teria feito gestos para o banco de reservas durante o aquecimento de um jogo de primeira rodada da Copa do Rei indicando que não estaria em condições físicas para disputá-lo. Entrou em campo mesmo assim e foi substituído no segundo tempo.

A situação explodiu na reapresentação do Sevilla depois da Copa do Mundo. Isco teve uma discussão forte com Monchi – que nem está mais no clube. Após perder algumas sessões de treinamento, seu contrato foi rescindido a alguns dias do Natal, momento em que a imprensa espanhola já especulava que seria negociado em janeiro. Não encontrou uma nova casa durante a janela de inverno e passou o semestre seguinte trabalhando por conta própria.

Substituto de Canales

Isco será um substituto direto para Sergio Canales. Também um ex-jogador do Real Madrid, Canales não chegou a explodir como se imaginava no começo da sua carreira, mas conseguiu ser um jogador importante para o Betis durante cinco anos. Terminou a passagem como capitão e conquistou a Copa do Rei. Uma referência técnica em um momento fértil do clube, com três campanhas seguidas entre os seis primeiros. Afirmou que a última temporada foi dura e que achou que a decisão seria a melhor para todo mundo. Assinou pro três anos com o Monterrey.

“Entendo que é uma decisão difícil de entender, mas ano passado foi um dos mais duros da minha carreira. É uma decisão muito ponderada, acredito que é o melhor. Tentei ser honesto e dizer o que penso. Tentei dar o máximo e, quando vejo que cheguei ao meu limite, e o ciclo terminou, comuniquei ao clube antes de saber se poderia ir a algum lugar ou não”, afirmou.

“Cheguei a um lugar em que me senti muito cômodo desde o começo. Tentei dar de tudo, esforçar-me e a verdade é que estou muito agradecido porque sempre tive muito carinho (aqui) e isso ajuda. Sempre disse, mas, no fim das contas, (o Betis é) o lugar mais importante da minha carreira”, completou.

Quem mais o Betis contratou?

  • Ayoze Pérez (Leicester)
  • Héctor Bellerín (Sporting)
  • Marc Bartra (Trabzonspor)
  • Marc Roca (Leeds)
Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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