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Imposição campeã: Espanha ignora Paris e derruba França

A Espanha fez o que se espera de um time que é campeão europeu e mundial. Foi até Paris e não se importou em enfrentar os donos da casa, com estádio lotado, e venceu por 1 a 0. Mesmo visitante, o time impôs o seu estilo de jogo característico, embora a França tenha  dificultado as coisas para os espanhóis desde o início. E fez a França sofrer com seus muitos passes, pacientes. Fez o seu gol, que foi suficiente. Depois de mostrar uma grande dificuldade me finalizar no jogo contra a Finlândia, dessa vez o time conseguiu marcar e segurar o resultado.

A França sabia que teria menos posse de bola, tentou se armar para ser extremamente objetiva quando a tivesse. Conseguiu, em dois lances, criar algum perigo no primeiro tempo. Em um deles, uma chance clara de gol com Ribery. A Espanha era melhor e criou chances mais claras, além de ficar mais dentro do campo de ataque e controlando o jogo. Em uma delas, Pedro saiu na cara do gol e dobrou os joelhos. O árbitro, corretamente, não marcou o pênalti. Em tempo real, o lance pareceu faltoso, mas o árbitro Viktor Kassai foi muito bem.

O segundo tempo teve a Espanha tentando resolver o jogo, algo que faltou contra a Finlândia. Contra a França, o time sabe que precisa fazer isso e por isso se torna mais perigosa, mais forte. Conseguiu seu gol em um bom lance de Pedro, em um erro de Jallet, que perdeu o tempo da bola. Depois de tomar o gol, os franceses precisavam de um novo plano de jogo. A Espanha até deu mais espaço, esperando ter o campo para o contra-ataque. Mesmo assim, os franceses tiveram dificuldades, mas chegaram a ameaçar o gol de Victor Valdés.

Ribéry,mais perigoso francês em campo, teve outra boa chance em um lance que limpou para dentro e chutou de fora da área, mas errou o alvo. O placar ficou em 1 a 0 para a Espanha, que retoma, com autoridade, a liderança perdida. Os espanhóis chegam a 11 pontos e a França fica em segundo com dez. O primeiro colocado irá para a Copa do Mundo e o segundo terá que disputar a repescagem.

Na próxima rodada, a Espanha enfrenta a Finlândia no dia 6 de setembro. A França volta a campo no mesmo dia, contra a Geórgia, fora de casa.

Destaque do jogo

A imposição da Espanha diante da França, mesmo em território adversário. Não chega a ser uma surpresa, mas foi um time mais eficiente.

Momento-chave

Franck Ribery perde uma grande chance ainda no final do primeiro tempo, partindo sozinho contra a marcação. Ali, com a França em vantagem, poderia manter a estratégia e obrigar a Espanha a ser mais incisiva.

Os gols

12’/2T: GOL DA ESPANHA!
Pedro inverteu a jogada da direita para a esquerda, achando Monreal em boa posição. O lateral cruzou rasteiro para o próprio Pedro completar. Lloris quase conseguiu salvar, mas a bola entrou.

Curiosidade

A França não vence a Espanha desde o confronto entre as duas na Copa do Mundo de 2006. Naquele jogo, a França tinha se classificado com dificuldades, enquanto a Espanha passeou na primeira fase. O time de Zidane e companhia eliminou a Espanha e seguiu até a final, quando caiu nos pênaltis para a Itália.

Ficha técnica

FRANÇA 0X1 ESPANHA

França França
Hugo Lloris; Christophe Jallet (Olivier Giroud, 47’/2T); Raphael Varane, Laurent Koscielny e Patrice Evra; Yohan Cabaye (Jérémy Ménez, 25’/2T), Paul Pogba e Blaise Matuidi; Mathieu Valbuena, Karim Benzema (Moussa Sissoko, 37’2T) e Franck Ribéry. Técnico: Didier Deschamps
Espanha Espanha
Victor Valdés; Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Nacho Monreal; Sergio Busquets, Xabi Alonso e Xavi; Pedro (Cesc Fàbregas, 32’2T), David Villa (Jesus Navas, 16’/2T)  e Andrés Iniesta (Juan Mata, 47’/2T). Técnico: Vicente Del Bosque
Local: Stade de France (Paris-FRA)
Árbitro: Viktor Kassai (HUN)
Gols: Pedro, 13’/2T (Espanha)
Cartões amarelos: Pogba, Cabaye (França), Xavi, Cesc Fàbregas, Álvaro Arbeloa (Espanha)
Cartões vermelhos: Pogba (França)

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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