Antoine Griezmann tem uma ligação forte do jogador com a Espanha. Isso está no seu modo de falar e no modo de agir. Por isso, em entrevista ao site da Fifa, ele foi perguntado se sente-se Espanhol. “Sim, o fato é que me sinto muito espanhol. Eu como às duas da tarde; eu converso com a minha esposa e filha em espanhol, eu até penso em espanhol quando fico nervoso! Então, sim, é verdade. As coisas mudam completamente quando eu visto a camisa da seleção nacional, porém. Todo meu amor é pela França quando isso acontece, sem dúvida sobre isso”.
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Esse sentimento não é por acaso. Nascido em Mâcon, Griezmann, que tem ascendência portuguesa por parte da mãe, teve que mudar de país ainda muito jovem, em 2005, aos 14 anos de idade. Isso porque os olheiros da Real Sociedade o viram jogando em uma partida amistosa pelo Montpellier. O time do país basco ofereceu uma semana de testes, que se tornaram duas até que ele ganhou um contrato. Foram quatro anos nas categorias de base do clube, até que chegou ao time profissional em 2009.
Desde então, o jogador se tornou um destaque na liga e também internacional. Ele foi um dos responsáveis pela classificação da Real Sociedad para a Champions League na temporada 2012/13, quando o time foi o quarto colocado no Campeonato Espanhol, atrás do campeão Barcelona, do Real Madrid e do Atlético de Madrid. Na temporada seguinte, o time basco eliminou o Lyon na fase preliminar da Champions, mas acabou fazendo uma fase de grupos ruim, sendo lanterna no grupo com Manchester United, Bayer Leverkusen e Shakhtar. Mesmo assim, chamou a atenção para ser contratado pelo Atlético de Madrid.
No time da capital espanhol, Griezmann encontrou Simeone, um treinador que o transformou em um jogador mais artilheiro. Atuando mais perto do gol, seu rendimento aumentou tanto no clube quanto na seleção francesa. Passou a ser considerado um dos melhores jogadores do mundo e, em 2016, ficou em terceiro na votação tanto da Bola de Ouro, da revista France Football, quanto no prêmio The Best, da Fifa. O francês é grato ao seu treinador por isso.
“Ele me mudou. Ele trouxe tantas coisas para o meu futebol que é difícil até começar a dizer quais são. Vamos dizer apenas que eu não seria escolhido como um dos melhores jogadores do mundo se não fosse por ele. Mais do que qualquer coisa, ele me ajudou muito a ser mais efetivo em frente ao gol, a aproveitar toda chance que aparece na minha frente e, é claro, correr, correr e trabalhar duro pelo time. Você não consegue dar certo no Atlético se não fizer isso”.
As especulações sobre a saída de Griezmann do Atlético de Madrid são grandes, mas o jogador se mostrou muito satisfeito atuando pelos Colchoneros. “Eu me sinto ótimo no clube e em Madri. Em nível pessoal, eu estou muito feliz e em termos de futebol, nós estamos prestes a nos mudar para um novo estádio, o que é muito importante. Nós iremos apenas começar a ver o que o futuro nos traz, mas por enquanto, eu estou muito feliz aqui e eu espero ganhar títulos com este clube”, disse Griezmann.
Com esse cenário, é difícil imaginar Griezmann deixando o clube. Até porque o cenário atual do futebol europeu tem o Atlético de Madrid como um grande clube mesmo na Champions League. Não por acaso, o time chegou em duas finais da principal competição europeia nas últimas três temporadas.
Mesmo não tendo a repercussão de um clube como o Manchester United ou o Liverpool, ou sem a tradição continental de Milan ou Internazionale, o Atlético é um dos clubes mais fortes da Europa. Deixá-lo para ir ao Manchester United, como especulado, deve criar uma dúvida na cabeça de Griezmann. Ainda mais para quem se sente tão identificado com a Espanha, com o Atlético e com Simeone.



