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Jogadoras decidem por greve na Espanha por aumento do salário mínimo e contratos de meio período

As jogadoras de futebol da Espanha entraram em greve depois das negociações por um acordo coletivo ter fracassado. A negociação com os clubes tratava de salário mínimo e também sobre os contratos de meio período das jogadoras. Depois da quebra nas negociações, 93% das jogadoras votaram a favor de uma greve, em reunião realizada em Madri.

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O Sindicato das Jogadores da Espanha, a AFE, irá organizar a parada. Haverá uma data Fifa no dia 3 de novembro, o que significa que a greve deve começar a partir do dia 16 de novembro. O presidente da AFE, David Aganzo, afirmou que a data ainda está em discussão.

“Nós entraremos em greve”, disse a capitã do Athletic Bilbao, Ainhoa Tirapu, com o apoio de quase 200 jogadoras, de 16 clubes, que competem na primeira divisão. Segundo ela, “linhas vermelhas foram cruzadas” e as jogadoras sentiram que não havia opção a não ser uma ação coletiva.

Havia uma ideia de greve no final da temporada passada, mas foi descartada pelo momento não ser considerada certa. Aganzo disse que houve 18 reuniões com os clubes para tentar chegar a um acordo. A AFE quer um aumento do salário mínimo de € 16 mil por ano para € 20 mil/ano.

O principal entrave nas negociações foi não conseguir chegar a um acordo por contratos de meio período. A exigência das jogadoras é de um salário mínimo de € 12 mil/ano nesses contratos, 75% do salário de período integral. Os clubes só chegaram a 50% na sua proposta, € 8 mil/ano.

“Nós somos jogadoras 24 horas por dia, 100% do tempo”, afirmou Tirapu. “Nós tivemos qu tomar medidas drásticas, apenas as negociações não são suficientes. Nós temos que buscar um futuro melhor. Nós temos que lutar por nossos direitos”, continuou a jogadora. “Nós continuamos falando sobre o quão boas são as jogadoras e precisamos dar a elas o que elas merecem”, afirmou Aganzo. “Nós temos que respeitar as mulheres. Elas devem ter direitos proporcionais à suas obrigações”.

As partes deverão se reunir novamente para chegar a um acordo, em um ato de conciliação, e, a partir daí, a AFE tem cinco dias para comunicar à Associação de Clubes e ao Ministério do Trabalho que as jogadoras espanholas irão exercer o seu legítimo direito de greve.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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