Flick encontra nova função para reserva esquecido do Barcelona e compensa ausência de Pedri
Após Koundé, Eric García e mais, técnico reinventa outro jogador no Barça
Além de implementar um estilo de jogo agressivo e ofensivo, Hansi Flick tem se notabilizado no Barcelona pela forma como potencializa jogadores em diferentes funções. Koundé, que não gostava de ser lateral-direito, virou um dos melhores do mundo na função, Eric García se tornou um coringa na ala, zaga e meio-campo e agora surge um “novo” camisa 8.
Dani Olmo, um camisa 10 que prefere receber a bola em fase avançada no campo, tem atuado mais recuado nas últimas partidas por conta da ausência de Pedri, lesionado. Foi assim brevemente saindo do banco na vitória contra o Slavia Praga e depois como titular nos triunfos sobre Copenhagen, Elche e Mallorca.
O espanhol de 27 anos é um meia com boa capacidade de marcar gols e dando assistências a partir de movimentos no espaço entre zagueiros e volantes adversários. Não é o que ele precisa nesse momento mais recuado.
— Na posição em que me sinto mais confortável é a de 10. É a minha posição, onde me movimento melhor. Mas não tenho nenhum problema em assumir outro papel, mais recuado, com mais liberdade. Já fiz isso em algumas ocasiões este ano e em outros momentos. Não tenho nenhum problema — assumiu o meio-campista no último mês.

Dani Olmo tem brilhado no Barcelona como volante
Mais recuado no meio, porém, Olmo mostra a outra faceta de organizador e ditando o ritmo do ataque. Não à toa, somou nas três partidas como titular na função média acima de 58 ações com bola — na última LaLiga, como meia, sua média foi de 35. A diferença entre as funções de 8 e 10 são ilustradas nos mapas de calor do jogador.


Também foram dez passes decisivos, duas grandes chances criadas e três assistências nas partidas como camisa 8. Os dados são da plataforma “SofaScore”.
— [Como segundo volante] Flick me diz para controlar o jogo e fazer o time jogar. Estou feliz por poder participar um pouco mais. Assim você tem mais contato com a bola. Sempre darei o meu máximo onde quer que ele me coloque — assumiu o jogador.
A função também exige, naturalmente, uma maior dedicação defensiva, o que não é um grande forte de Olmo. O meia deu boas respostas, com nove duelos no chão vencidos, três desarmes e dois cortes.
— Acho que Dani Olmo pode jogar como meia-atacante ou como segundo volante. Mesmo na defesa, estou satisfeito com o trabalho dele. Ele foi importante para nós — elogiou Flick após a vitória sobre o Elche.
O meia tem atuado normalmente com outro volante mais fixo (De Jong ou García) e, às vezes, divide os ataques e um posicionamento mais fixo com Fermín López. “Eles têm mais liberdade de movimento e se combinam muito bem. São um pouco diferentes, mas podem jogar juntos. Com a bola têm muito dinamismo”, analisou o técnico do Barça.
A função de Olmo como segundo volante, porém, parece ser mais uma solução para partidas de menor exigência defensiva dos catalães.
Imaginar que isso seja usado em partidas de mata-mata, seja da Champions League ou mesmo da Copa do Rei — enfrenta o Atlético de Madrid pela semifinal nesta quinta-feira (12) –, ou jogos de maior competitividade parece improvável.

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Olmo já tinha recuperado boa fase antes
O bom momento do meia vem antes de ser adaptado como camisa 8. Ele começou a temporada 2025/26 abaixo, como reserva e com apenas um gol e duas assistências nas primeiras 15 partidas, período que também teve uma lesão.
A reviravolta vem em 29 de novembro, com dois gols sobre o Alavés que antecederam outro tento contra o Atlético. Nem um problema no ombro, que o tirou por um mês, interrompeu a boa fase, retornando com gols sobre Espanyol, Slavia e Real Oviedo antes da boa fase atual na função de segundo volante.
Quando Pedri retornar de lesão, Olmo voltará a lutar por posição com Fermín como meia mais avançado, o que parece uma disputa aberta e equilibrada entre os dois.



