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Este golaço mostra que Martínez não é o tipo de atacante que precisa de tempo de adaptação

Alguns jogadores, sobretudo atacantes, precisam de um período de adaptação a um novo clube para começar a cumprir a função que dele se espera. Alguns levam umas partidas, outros, alguns meses, e tem gente que começa a render mesmo apenas após uma temporada. Há, no entanto, uma categoria completamente diferente: a daqueles que não estão nem aí para esse papo de adaptação e tem impacto basicamente imediato. Jackson Martínez demonstrou durante a vitória do Atlético de Madrid por 3 a 0 sobre o Sevilla que se encaixa neste último grupo.

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Em uma partida dura, o Atleti segurou um resultado magro de 1 a 0 por quase todo o tempo, e Fernando Torres, seu centroavante titular, pouco fez rquando recebeu a bola. Após 78 minutos, foi substituído por Jackson Martínez, e o colombiano precisou de apenas sete minutos para balançar a rede – e com estilo.

Quando a partida já estava em 2 a 0 (Gabi fizera o segundo), Jackson tabelou com Griezmann e bateu colocado, da intermediária, para fechar o caixão do Sevilla em pleno Estádio Ramón Sánchez Pizjuán. Uma demonstração de que, além de um centroavante de bom posicionamento dentro da grande área, é também um atacante móvel, que, se não tem espaço, vai buscá-lo de trás.

Esta foi apenas a segunda partida oficial de Jackson Martínez com a camisa do Atlético Madrid, e esteve nela por apenas 15 minutos. Na rodada inicial, durante a vitória por 1 a 0 sobre o Las Palmas, jogou por menos de uma hora. Isso significa dizer que já deixou o seu em menos de 90 minutos em campo. Se estiver apto a repetir o desempenho de quando assinou com o Porto, em 2012, o torcedor colchonero pode comemorar. Em seus oito primeiros jogos em Portugal, balançou a rede oito vezes. Com uma pintura como a desse domingo, estamos mais inclinados a imaginar que em Madri sua contratação também se justificará rapidamente.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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