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Mercado: Enquanto as novelas seguem, Shakhtar se dá bem

O mercado de transferências entrou em seu último mês com mais novelas do que com discussões. A negociação de Gareth Bale com o Real Madrid se arrasta, o Manchester United não trouxe o meio-campista dos sonhos, o Arsenal continua prometendo um atacante, o Barcelona corre para trazer um zagueiro, o Chelsea corteja Wayne Rooney. Sagas que só devem ser concluídas às vésperas do dia 31 de agosto.

Em um período escasso de contratações bombásticas, a mais significativa foi feita pelo Shakhtar Donetsk. Tentando ir além na Liga dos Campeões e manter o domínio no Campeonato Ucraniano, os Kroty investiram bastante para tirar Bernard do Atlético Mineiro. De resto, apenas coadjuvantes se mexeram. Confira os destaques do mercado nos últimos sete dias:

Bom negócio

Bernard no Shakhtar Donetsk

O valor da transferência de Bernard é alto, tanto que bateu o recorde de maior contratação da história do Shakhtar Donetsk e também de maior venda do Atlético Mineiro. Porém, os ucranianos parecem confiar mesmo no prodígio para liderar uma nova etapa do clube. O estilo de jogo do meia-atacante dá a impressão que as dificuldades de adaptação à equipe serão mínimas, rápido na transição e inteligente no posicionamento. Além disso, as mordomias propostas pelos Kroty e o ambiente praticamente brasileiro nos vestiários também deverão ajudá-lo bastante a substituir Willian no coração da torcida.

A barganha
Clint Dempsey no Seattle Sounders

Em uma temporada, o valor de mercado de Dempsey retraiu dos € 7,5 milhões pagos pelo Tottenham aos € 6,8 milhões da cessão aos Sounders. É verdade que o desempenho abaixo das expectativas em White Hart Lane facilitou a saída, mas a vontade do atacante de voltar aos Estados Unidos também parece ter pesado. Assim como tinha prometido em uma tarefa escolar na infância, o americano vingou no futebol europeu e volta ao país no auge de sua forma, aos 30 anos. É ótimo para a MLS ter um ídolo local, assim como para a franquia, conhecida pela torcida fanática e que sobe de patamar na disputa pelo título.

O supervalorizado
Emmanuel Emenike no Fenerbahçe

Já era para Emenike defender o Fenerbahçe há duas temporadas. O atacante foi contratado pelos Sari Kanaryalar junto ao Kardemir Karabükspor por € 9 milhões, mas foi acusado de entregar um jogo ao futuro clube no Campeonato Turco para facilitar o negócio. Diante do escândalo de manipulação de resultados, foi vendido ao Spartak um mês depois, por € 10 milhões. Depois de fazer sucesso na Rússia e conquistar a Copa Africana de Nações com a Nigéria, o artilheiro volta ao Fener por € 13 milhões. Emenike é um bom jogador, mas toda essa valorização repentina gera grandes suspeitas.

A aposta

Gervinho na Roma

A Roma pagará € 8 milhões por Gervinho, que pode ser colocado no balaio de contratações mais frustrantes do Arsenal. O marfinense chegou cheio de banca ao Emirates, após protagonizar a campanha do título do Lille na Ligue 1. Nunca fez parecido e saiu pela porta dos fundos. O atacante tem a oportunidade de redenção com os giallorossi e deve receber mais tempo de jogo. Além disso, reencontra o técnico Rudi Garcia, justamente com quem viveu o auge. Se deixar de ser tão desleixado quanto nos tempos de Gunners, tem chances de vingar.

A roubada

Helder Postiga no Valencia

Pois é, ainda tem quem se engane com Postiga. As dívidas do Valencia devem ter engolido boa parte dos € 30 milhões recebidos pela venda de Roberto Soldado. E a reposição do artilheiro será o centroavante português, trazido por € 3 milhões do Zaragoza. O jogador de 31 anos até passou por bons momentos na carreira, mas nem de longe é o substituto ideal para o antigo capitão e ídolo absoluto da torcida. Se o Valencia não conseguiu a vaga para a Liga dos Campeões na temporada passada, pode se acostumar a ficar longe da elite continental por mais um tempo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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