Pep Guardiola deixou a Catalunha há três anos. Viveu seus meses sabáticos em Nova York, antes de assumir o Bayern de Munique. Ainda assim, o treinador sustenta a forte ligação com sua região. A ponto de oferecer o seu nome para participar das eleições para o parlamento catalão, marcadas para o dia 27 de setembro. Guardiola será o último nome na lista de candidatos a deputado da coligação entre a Convergência Democrática Republicana (CDC) e a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). Mas, ao invés de se eleger, o técnico quer mesmo ressaltar o seu apoio à causa regional.
VEJA TAMBÉM: A independência catalã e o futebol
Os dois partidos fazem parte de uma das principais frentes para a independência da Catalunha. A intenção de Guardiola é representar o seu apoio à autonomia local, sem colocar em jogo a continuidade de seu trabalho no Bayern. Nas eleições parlamentares, os votos são feitos por legenda, em uma lista fechada de nomes. Quanto mais votos, mais candidatos da lista são eleitos, por ordem de escolha da própria coligação. Só que as chances do técnico ganhar o pleito são praticamente nulas, já que ele é o último a figurar esta lista.
Não é de hoje que Guardiola manifesta publicamente sua posição em prol da independência. Nos últimos anos, o técnico participou constantemente dos festejos que celebram o orgulho regional catalão. Além disso, em 2014, saiu de Munique a Barcelona apenas para participar do referendo extraoficial, que consultou a população da comunidade autônoma sobre a separação da Espanha. “O que eu gostaria é que o sim vencesse e pudéssemos decidir o que quiséssemos, gerindo nossas próprias imperfeições. Nós governamos as nossas misérias”, declarou, na época.



