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Elche dá exemplo ao denunciar própria torcida por racismo

O Elche está longe de ser referência entre os clubes europeus. O clube espanhol, no entanto, merece os aplausos para combater o racismo dentro de seu estádio. A equipe de La Liga denunciou seus próprios torcedores, por conta de cânticos ofensivos na partida contra o Granada. A diretoria se expôs a multas para tentar preservar o respeito em seu estádio.

A vítima dos ataques dos torcedores do Elche foi o francês Allan Nyom. No final da partida, parte da torcida imitou sons de macaco contra o jogador.  O lateral não se conteve diante das ofensas e chutou a bola em cima dos torcedores. Acabou punido com um cartão amarelo pelo árbitro, que também registrou o caso de racismo na súmula e solicitou que os megafones do estádio pedissem para a torcida se calar.

Diante da repercussão do caso, o Elche tomou uma atitude imediata: “O clube expressa seu rechaço total sobre a conduta racista de um setor muito reduzido da torcida. Queremos constar nossa mais profunda repulsa sobre os sons racistas. Nesse sentido, reiteramos nosso compromisso absoluto no combate ao racismo, à xenofobia e à intolerância, condenando as condutas e ações que não supõem o cumprimento da lei”.

A posição do Elche, ao menos, foi premiada pela Federação Espanhola de Futebol. Excepcionalmente, entidade eximiu o clube de responsabilidade sobre o incidente, elogiando-o pela colaboração em identificar os autores da conduta. Um gesto simples dos espanhóis, que fazem até a gente se perguntar por que não se tornam mais comuns no futebol.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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