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El Clasico foi só morno, com Sergio Ramos predestinado a salvar Real Madrid da derrota contra o Barcelona

Em uma semana tão doída, era difícil se concentrar em um jogo, mesmo quando se trata de um clássico como Barcelona e Real Madrid, um dos grandes confrontos do mundo. O jogo deste sábado não teve o brilho de outros jogos, mas o empate de 1 a 1 no Camp Nou deixa um gosto mais amargo ao Barcelona. Afinal, vencia o jogo até os 45 minutos do segundo tempo. O salvador dos blancos foi, mais uma vez, Sergio Ramos, o jogador que empatou o jogo da Champions League na final de 2014.

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O zagueiro, que é o capitão do Real Madrid, se acostumou a marcar gols decisivos. Desta vez, conseguiu evitar uma derrota que aproximaria os dois times na tabela. Os merengues são líderes e os catalães tentam se aproximar. O empate é um balde de água fria para os donos da casa, que continuam vendo o Real Madrid a seis pontos de distância.

Antes do jogo, como esperado, foi feita uma homenagem às vítimas da tragédia da Chapecoense. Um minuto de silêncio foi feito, com algumas palavras em português e o #ForçaChape, que está sendo usado como campanha de solidariedade com o time brasileiro.

A polêmica começou logo no início do jogo. Lucas Vazquez disputou a bola com Mascherano, que o tocou. Se o árbitro marca o pênalti, nem daria para reclamar. O árbitro deveria ter marcado. No fim do primeiro tempo, cruzamento de Jordi Alba que bateu na mão de Carvajal. Pênalti também não marcado pelo árbitro. Arbitragem com padrão de qualidade espanhol: ruim. Carlos Clos Gómez era o árbitro da partida.

O Real Madrid fez um ótimo primeiro tempo. Como proposta, foi melhor que o Barça. Como chances de gols, o Barcelona até esteve mais perto. Só que o jogo foi bastante morno. Os dois times estiveram bem postados, concederam poucas chances ao adversário. Dois times precavidos, de certa forma. O jogo, então, não teve uma temperatura alta.

Aos oito minutos do segundo tempo, o gol do Barcelona. Neymar cobrou falta, Suárez se antecipou a Varane para cabecear e marcar 1 a 0.

Luis Suárez comemora o gol do Barcelona contra o Real Madrid (AP Photo/Francisco Seco)
Luis Suárez comemora o gol do Barcelona contra o Real Madrid (AP Photo/Francisco Seco)

O gol trouxe o Barcelona para o jogo, que passou a controlar mais com a posse de bola, especialmente com a entrada de Iniesta. O Real Madrid sentiu o gol sofrido e por duas vezes passou perto de tomar o segundo. Primeiro, com Neymar, em um lance que ele driblou Carvajal e, de frente para o gol, chutou por cima. Depois, Iniesta achou Messi livre, mas o argentino também chutou para fora.

O Real Madrid só conseguiu pressionar no final do jogo. Foram algumas chances, como uma cabeçada de Sergio Ramos, outra de Cristiano Ronaldo. Mas não parecia que o gol sairia. Não parecia, mas saiu. Falta do lado esquerdo, Modric cobrou para a área e Sergio Ramos subiu muito bem para cabecear e marcar o 1 a 1 no placar. Houve até uma chance no último minuto, com Sergi Roberto tocando de cabeça depois de rebote de Keylor Navas, mas Casemiro estava em cima da linha para salvar.

Um clássico sem grandes destaques. As estrelas não brilharam intensamente. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ficaram mais apagados. A bem da verdade, o jogo não foi grande coisa. Um clássico bem pouco interessante para quem assiste. Sem grandes lances, sem tanta intensidade quanto se espera neste tipo de partida. Melhor para o Real Madrid, que só manteve a vantagem.

Sergio Ramos comemora o gol do Real Madrid (AP Photo/Francisco Seco)
Sergio Ramos comemora o gol do Real Madrid (AP Photo/Francisco Seco)

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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