Desta vez, Florentino Pérez afasta a final da Copa do Rei do Bernabéu por causa de obras
Barcelona e Athletic Bilbao são os clubes mais bem-sucedidos da história da Copa do Rei, sendo os dois maiores campeões do torneio, na devida ordem, e os times que mais vezes chegaram à final, junto com o Real Madrid. Só nas últimas oito temporadas, os catalães e os bascos se enfrentaram na grande decisão três vezes, e foi o Barça quem levou a melhor em todas as ocasiões. Depois de vencer o Sevilla na final da Copa passada e passar pelo Atlético de Madrid na semifinal desta temporada, a equipe blaugrana volta a ter um adversário basco na disputa pela taça. E sem ser o Bilbao. Estreante em uma final da competição, o Alavés ainda não sabe em qual local decidirá o título com o Barça. Mas de uma coisa os albiazules já têm certeza: não será no Santiago Bernabéu, já que Florentino Pérez anunciou nesta quinta-feira que o estádio estará fechado para obras.
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Mais uma vez, o presidente do Real Madrid fechou as portas da casa dos merengues para a final da Copa do Rei, conforme falado por ele mesmo durante a apresentação de um livro que tem como narrativa a última temporada madridista, antes de desconversar: “vocês não tem outro assunto para perguntar?”. Esse veto aconteceu também em outros anos, como em 2015, quando a RFEF (federação espanhola) apontou o Bernabéu como palco da decisão do título entre Barcelona e Bilbao, mas Pérez se negou a aceitar que o evento ocorresse em seu estádio. Este ano, o lar do Real está entre os quatro possíveis palcos da final, junto com o Vicente Calderón, que foi onde aconteceu a última edição da Copa, o Camp Nou e o San Mamés. O presidente madridista, porém, já descartou a possibilidade de ser no Bernabéu ao falar que o estádio estará passando por um processo de remodelação na data do evento, dia 27 de maio.
Embora o Bernabéu comporte um número maior de pessoas do que o San Mamés e o Vicente Calderón, os torcedores e os dirigentes do Alavés já preferiam que o time jogasse em um desses dois lugares. Josean Querejeta, presidente do clube basco, disse que gostaria que a final fosse jogada no estádio do Athletic Bilbao. “O San Mamés é mais moderno do que o Vicente Calderón e a capacidade é parecida, além de ser mais perto para nós. Não acho que o Athletic verá algum problema nisso”, afirmou em entrevista à rádio espanhola Onda Cero, depois de dizer que irá pedir para Ángel María Villar, presidente da federação espanhola, para que a decisão seja em Bilbao. Alguns cartolas, entretanto, defendem a ideia de que o Calderón deve ser palco pelo segundo ano consecutivo, já que o estádio será extinto depois desta temporada.
O que é questionável na organização da centenária e histórica Copa do Rei é deixarem para decidir a sede da final depois que os finalistas já são conhecidos. Esses conflitos de interesse entre clubes e cartolas passariam a não existir mais se o torneio fosse organizado como acontece nas outras copas europeias: em campo neutro, em um estádio multiuso, ou então em um local definido antes do torneio ter início. Em Sevilha, há o Estádio Olímpico de La Cartuja, que já foi palco de jogos da seleção espanhola, da Copa Davis, de duas finais da Copa do Rei, as de 1999 e 2001, e, inclusive, de decisão de Copa da Uefa (hoje conhecida como Liga Europa), entre Celtic e Porto, na temporada 2002/03. Sua capacidade é superior a de muitos estádios da Espanha, como a do próprio San Mamés, por exemplo. Talvez fosse uma alternativa para melhorar a logística do evento.


