Melhor ou pior? Como foi o início de Mourinho na primeira passagem pelo Real Madrid
Técnico português comandou Merengues pela primeira vez em 2010/11, logo após conquistar a Tríplice Coroa com Internazionale
Sem títulos relevantes há dois anos e com bastidores turbulentos, o Real Madrid viu em José Mourinho a melhor alternativa para solucionar seus problemas. Mais do que encontrar um modelo de jogo que extraía o melhor do elenco para bater de frente com o Barcelona e gigantes europeus, o técnico também é uma figura que impõe respeito no vestiário. E todo esse contexto remonta à primeira passagem do português pelos Merengues.
Com a pausa para a Data Fifa, a Trivela comparou o início de trabalho das duas eras do comandante para entender se há motivo para preocupação com as críticas vindas das arquibancadas do Santiago Bernabéu e da imprensa espanhola.
Real Madrid: Notícias, rumores, transferências e mercado
As coincidências do Real Madrid de 2010 e 2026 com Mourinho
Em meados de 2010, Mourinho havia acabado de conquistar a Tríplice Coroa com a Internazionale (Serie A, Copa da Itália e Champions League), e foi o escolhido de Florentino Pérez para recolocar o Real Madrid de volta ao protagonismo do futebol mundial. Na ocasião, os Merengues também não eram campeões há duas temporadas e viviam à sombra do Barça de Pep Guardiola, Lionel Messi e companhia.
Já no torneio da Uefa, o Real Madrid buscava “La Décima” desde 2002, mas sem sucesso. Para reverter esse cenário, Mourinho recebeu sete reforços em sua primeira janela de transferências, cujo investimento foi de 92 milhões de euros (cerca de R$ 542,1 milhões na cotação atual). Para 2026/27, o Special One recebeu seis novos jogadores, que custaram 225 milhões de euros (em torno de R$ 1,3 bilhão).
| Contratações para Real Madrid de Mourinho em 2010/11 | Contratações para Real Madrid de Mourinho em 2026/27 |
|---|---|
| Ángel Di Maria, atacante ex-Benfica, por 33 milhões de euros | Yan Diomandé, atacante ex-RB Leipzig, por 125 milhões de euros |
| Mesut Özil, meia-atacante ex-Werder Bremen, por 18 milhões de euros | Marc Cucurella, lateral ex-Chelsea, por 55 milhões de euros |
| Sami Khedira, volante ex-Stuttgart, por 14 milhões de euros | Carlos Espí, centroavante ex-Levante, por 25 milhões de euros |
| Pedro León, meia ex-Getafe, por 10 milhões de euros | Denzel Dumfries, lateral ex-Internazionale, por 20 milhões de euros |
| Ricardo Carvalho, zagueiro ex-Chelsea, por 8 milhões de euros | Ibrahima Konaté, zagueiro ex-Liverpool, sem custos de transferência |
| Sergio Canales, meia ex-Racing Santander, por 6 milhões de euros | Bernardo Silva, meia ex-Manchester City, sem custos de transferência |
| Emmanuel Adebayor, centroavante emprestado pelo Manchester City | — |
Oito jogos depois, o aproveitamento não foi tão diferente assim, embora o nível de enfrentamento desta temporada tenha sido maior do que os adversários no início de 2010/11.
Real Madrid em 2010/11
- 6 vitórias — Osasuna, Real Sociedad, Espanyol e Deportivo de A Coruña, por LaLiga; Ajax e Auxerre, pela Champions League;
- 2 empates — Mallorca e Levante, por LaLiga;
- 83,33% de aproveitamento;
- 15 gols marcados;
- 2 gols sofridos.
Real Madrid em em 2026/27
- 6 vitórias — Espanyol, Real Sociedad, Málaga, Rayo Vallecano e Elche, por LaLiga; Internazionale, pela Champions League;
- 2 derrotas — Betis e Atlético de Madrid, por LaLiga;
- 75% de aproveitamento;
- 20 gols marcados;
- 9 gols sofridos.
Como o Special One terminou sua temporada de estreia nos Merengues?
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Ao final da temporada de estreia à frente dos Merengues, o treinador foi vice-campeão com 92 pontos, quatro a menos do que o Barcelona. O português terminou com o melhor ataque de LaLiga (102 gols), mas com a segunda melhor defesa (33 sofridos). Os Blaugranas tiveram sua meta vazada apenas 21 vezes.
Na Liga dos Campeões, o Real Madrid caiu nas semifinais para… o Barcelona, que venceu a ida no Bernabéu por 2 a 0, e empatou por 1 a 1, no Camp Nou. Na ocasião, José Mourinho e jogadores reclamaram das decisões polêmicas da arbitragem, apontando um suposto favorecimento ao rival. A “revanche” veio na Copa do Rei, quando os Merengues venceram os Culés na final por 1 a 0, na prorrogação.
E agora, José?
Embora as duras críticas aos árbitros continue sendo uma estratégia do Special One, seu novo Real Madrid tem sido criticado mais pelas atuações do que pelos resultados. Nesta temporada, Mourinho tem tido dificuldades em manter o nível de intensidade depois do intervalo, cuja queda de ritmo tem permitido reações dos adversários.
Além disso, os Merengues ainda não conseguiram mostrar solidez defensiva, sobretudo pela frouxidão no meio-campo. No ataque, Vinícius Junior ainda não conseguiu repetir seu bom futebol com o técnico português, cuja dependência em Kylian Mbappé também tem enfraquecido as construções pela direita. Resta saber se José Mourinho conseguirá solucionar essas questões até o fim de 2026/27.