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Com três gols, Messi mostra os benefícios do descanso

Tata Martino descansou Messi na última sexta-feira. Queria que o argentino descansasse um pouco. Não viu como 50 minutos de treinamentos poderiam ajudá-lo. As lesões do melhor jogador do mundo viraram uma preocupação neste começo de temporada, e o técnico achou que a melhor forma de prepará-lo para enfrentar o Valencia, neste domingo, seria poupando os seus músculos. E estava certo.

O canhoto fez apenas uma sessão de fisioterapia na sexta, trabalhou normalmente no sábado e jogou um futebol exuberante no Mestalla. Marcou três gols, acertou sete chutes no alvo, exigiu defesas difíceis de Diego Alves e ainda ajudou a defesa com duas roubadas de bola.

Messi não teve férias tranquilas. Desfilou o seu futebol em eventos caça-níqueis por Medellín, Senegal, Chicago e Lima. Atuou muito na pré-temporada e começou a sentir dores na primeira partida da Supercopa contra o Atlético de Madrid. Descansou contra o Málaga, mas voltou ao time para conquistar o primeiro título da temporada contra a equipe da capital espanhola.

Na partida em que Hélder Postiga fez dois gols, Messi marcou três com a ajuda de dois coadjuvantes que começam a se destacar no Barcelona. Cesc Fàbregas deu duas assistências e chegou a quatro em três partidas pelo Campeonato Espanhol. E Neymar, a maior contratação da temporada, deu passe para o argentino marcar, aliviando a angústia aqueles que estavam ansiosos pelos primeiros frutos da parceria.

O “pijama training”, como Vanderlei Luxemburgo pomposamente chama o descanso dos jogadores entre as partidas, ajudou Messi a ser decisivo mais uma vez para o Barcelona. Com o início da Liga dos Campeões e a transição do comando de Tito Vilanova para Tata Martino ainda em andamento, isso pode ser cada vez mais necessário. 

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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