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Barcelona venderá naming rights do Camp Nou e doará o dinheiro a pesquisas sobre o coronavírus

O Barcelona não conseguiu se livrar de suas crises internas nem mesmo durante a pandemia, sobretudo pela saída de membros da diretoria que acusaram o presidente Josep Maria Bartomeu de corrupção. Nesta terça-feira, ao menos, os blaugranas anunciaram uma nobre iniciativa para ajudar as autoridades sanitárias da Espanha no combate ao coronavírus. Os catalães venderão os naming rights do Camp Nou pela primeira vez em sua história, para que o dinheiro seja repassado a projetos de pesquisa sobre a doença.

Conforme o Barcelona, a venda dos direitos será exclusiva à temporada de 2020/21. O dinheiro conseguido será repassado à Fundação Barça, o braço social do clube. Assim, a entidade direcionará os milhões de euros angariados a programas ligados à COVID-19. Outras instituições escolhidas pela fundação também podem ser atendidas pelo dinheiro dos naming rights do Camp Nou, segundo o Barça.

“Estamos muito felizes em poder avançar com essa iniciativa, que oferece algo tão emblemático quanto o nome de nosso estádio, para que as instituições possam se associar a ele e com isso contribuir à luta contra a COVID-19. O investimento será usado para financiar projetos de pesquisa sobre a doença e projetos que estão trabalhando para erradicar, bem como diminuir, seus efeitos”, declarou o clube, em nota oficial.

O Barcelona, com a iniciativa de vender os naming rights excepcionalmente por uma temporada, também indica que pode ampliar essa venda no futuro e tomar o mesmo caminho do patrocínio em sua camisa – quando um primeiro ato filantrópico abriu caminho ao projeto comercial. Após estampar a marca da Unicef a partir de 2006, doando um montante anual ao organismo internacional, os blaugranas fecharam acordo com a Qatar Foundation e com a Qatar Airways. Atualmente, a japonesa Rakuten estampa sua logo no abdômen do uniforme.

De certa forma, será uma maneira de “acostumar” a torcida com a mudança. O Camp Nou passa por um projeto de reforma, previsto para os próximos quatro anos. A venda futura dos naming rights seria uma alternativa para rentabilizar com a renovação do local e também marcar a inauguração destas inovações. Resta saber como será a reação da própria torcida, diante da quebra de mais uma tradição.

Anteriormente, a principal ação do Barcelona relacionada ao coronavírus tinha sido encabeçada pelos jogadores. O elenco aceitou uma redução salarial de 70%, em negociação liderada pelo capitão Lionel Messi. O argentino e outros ídolos blaugranas, paralelamente, realizaram doações individuais a hospitais locais. O Camp Nou, por sua vez, tinha sido cedido pelo clube para serviços ligados ao setor de saúde pública.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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