O Barcelona venceu o último jogo do ano contra o Betis, neste último jogo do ano, no Camp Nou. Este era o esperado e não há muita surpresa nisso. Mesmo assim, com Lionel Messi completando 500 jogos marcando gol e com Suárez chegando à artilharia do Campeonato Espanhol junto com o Messi nos 4 a 0, a arbitragem conseguiu transformar o jogo, que já era difícil para o Betis, em uma missão quase impossível. Marcou um pênalti que não foi para o time blaugrana, não marcou a falta no lance do primeiro gol do Barcelona e facilitou a tarefa que o Barça provavelmente já cumpriria de qualquer forma.
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Sim, porque é importante dizer: o Barcelona foi o melhor no jogo, mereceu a vitória. O problema é que um lance, como o que aconteceu no primeiro gol do Barcelona, mudam a história do jogo. Foi parecido, em parte, com o que aconteceu no Santiago Bernabéu, no jogo que o Real Madrid goleou o Rayo Vallecano por 10 a 2. Parece absurdo dizer que o erro de arbitragem prejudicou o time perdedor, porque o placar soa como algo indiscutível. Mas pela segunda vez em um curto espaço de tempo, é preciso dizer que nem sempre o placar é tão definitivo assim.
Mas o que, afinal, fez o árbitro, Iñaki Vicandi Garrido, e seus assistentes? Em um cruzamento para a área, o goleiro saiu socando a bola para longe. Chocou-se com Messi. O árbitro tinha deixado o lance seguir, mas o bandeira considerou o choque faltoso. O árbitro deu pênalti, que, claro, foi muito contestado pelo time da cidade de Sevilha. Não teve jeito, a bola foi para a marca da cal. Neymar escorregou na cobrança e acertou a trave. Parecia que, por linhas tortas, tudo estava consertado. Só que no rebote, Rakitic chutou o zagueiro Westermann, cometendo falta. O árbitro não marcou. A bola bateu no zagueiro e entrou. Barcelona 1 a 0.

O técnico Pepe Mel, do Betis, ficou tão inconformado que saiu falando, falando, falando e parecia descontrolado no banco de reservas. Não por acaso. O Betis se desestabilizou naquele minuto 29 do primeiro tempo. E, quatro minutos depois, veio mais um gol. Tabela entre Messi e Neymar e o argentino colocou para dentro, marcando o gol no seu jogo de número 500 pelo clube da Catalunha. Um marco importante para ele. Só que, àquela altura, o jogo já se tornara tão difícil quanto escalar o Everest para o Betis.
Veio o segundo tempo e, logo no primeiro minuto, mais um gol do Barcelona, desta vez de Luis Suárez. Foi o 14º dele no Campeonato Espanhol, se igualando na artilharia da competição ao lado do companheiro de ataque, Neymar, e de Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, que marcou dois contra a Real Sociedad, também nesta quarta-feira.
Daí em diante, a questão era quanto acabaria o jogo em favor do Barcelona. O O Betis precisou tirar de campo os seus dois zagueiros, Bruno, que saiu no começo do jogo, e Westermann. Aí, a defesa ficou mais bagunçada e o Barcelona tinha a faca e o queijo na mão para uma goleada. Não por acaso, foram cinco bolas na trave – quatro no travessão e uma na trave propriamente dita. O time da casa nem impunha um grande ritmo, já se poupando em campo mesmo, mas sempre prestes a marcar mais um gol.
Veio, então, o quarto gol, em uma tabela entre Suárez e Neymar. O uruguaio acabou ficando com a bola, frente a frente com o goleiro, e marcou mais um. Isolou-se na artilharia do Campeonato Espanhol com 15 gols. Mais do que isso: levou o Barcelona a 180 gols no ano de 2015, um recorde na Espanha. Antes, o recorde era do Real Madrid, em 2014, com 178 gols.
A vitória faz o Barcelona virar o ano na liderança do Campeonato Espanhol, com 38 pontos. Mas o Atlético de Madrid, com os mesmos 38, segue ali nos calcanhares do time do técnico Luis Enrique. O Real Madrid tem 36 pontos e vem logo em seguida, mas o Barcelona tem um jogo a menos que os dois outros.



