Barcelona x Atlético de Madrid: Como Culés podem evitar que rival imploda a temporada
Clássico espanhol teve episódio histórico para os Colchoneros com vitória de 4 a 0 que pode ser lição a rival catalão
Neste sábado (4), inicia a sequência de clássicos entre Atlético de Madrid e Barcelona em jogo pela 30ª rodada de LaLiga. Depois, nos dias 8 e 14 de abril, ocorrem a ida e a volta das quartas de final da Champions League entre eles.
O lado catalão é o claro favorito, afinal, é o atual campeão espanhol e lidera o campeonato atual com quatro pontos de vantagem sobre o Real Madrid. O bom futebol com Hansi Flick os coloca também como um dos principais candidatos ao título europeu.
A questão é que enfrentar o Atleti é um enorme problema para o Barça, apesar da distância de 16 pontos entre os times na tabela de LaLiga. O time de Diego Simeone está marcado nessa temporada pela competitividade máxima nas copas.
Não é à toa que atropelou, justamente, o rival da Catalunha na semifinal da Copa do Rei: 4 a 0 na ida no Metropolitano. Essa derrota, inclusive, traz muitas lições ao Barcelona para os três confrontos que se avizinham.
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— Trivela (@trivela) February 12, 2026
Atlético de Madrid desmonta estratégia do Barcelona e dá show com plano executado à perfeiçãohttps://t.co/YpOLMYQDl9
Barcelona sofreu com velocidade do Atlético de Madrid em goleada histórica
Dos quatro gols do Atlético de Madrid na goleada histórica sobre o Barça em 12 de fevereiro, todos marcados no primeiro tempo, três vieram a partir de jogadas em velocidade pelo lado do campo nas costas dos laterais.
O primeiro tento começou do lado de Jules Koundé, os outros dois em cima de Alejandro Baldé — ambos estão voltando de lesão e os titulares podem ser Eric García na direita, zagueiro de origem, e João Cancelo na esquerda, jogador também marcado pelo jogo defensivo como ponto fraco.
O maior problema culé nem foi o individual dos defensores pelos lados, mas, sim, a pouca pressão na bola em cima de quem dava o primeiro passe para conectar o ataque. Com uma linha defensiva tão alta, é obrigatório que todo mundo suba para pressionar e evitar lançamentos e bolas em profundidade.
Nem a linha de impedimento da defesa culé, muitas vezes salvadora, poderia salvar em alguns lances porque a bola partia até do campo de defesa.
O jogo do Atleti era muito vertical, sempre com ultrapassagens e jogadores dando apenas um toque na bola. Os gols de Antonio Griezmann, Ademola Lookman e Julián Álvarez tiveram roteiros muito parecidos e alguns passes dentro da área.
A escolha de Lookman na ponta esquerda, em vez de um meia, como Alex Baena ou Thiago Almada, que Simeone vinha fazendo até então, também foi uma sacada acertada que virou a realidade da temporada. Do outro lado, Giuliano Simeone permaneceu importante por sua velocidade para atacar e defender.
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Em dois dos lances decisivos, chamou atenção a falta que Raphinha faz no time. Dani Olmo, o substituto do brasileiro, improvisado na ponta esquerda, fez pressões pouco dedicadas e deu o espaço para os passes que iniciaram os gols. Novamente, o capitão e camisa 11 será desfalque, pois sofreu uma lesão na coxa com a seleção brasileira.
Cabe a Flick escalar um substituto que mantenha a intensidade de seu titular. Marcus Rashford, o próprio Olmo e Gavi, recuperado de lesão, são algumas das opções, mas, pensando em entrega sem a bola, o último citado é, de longe, o mais intenso.
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Movimentos de Simeone, Lookman e Griezmann sem bola também pesaram
Além dos méritos com a bola, o Atleti fez uma partida impecável em um bloco baixo de marcação quando o Barcelona tinha a posse avançada no campo de ataque. No momento defensivo, Simeone, ponta pela direita, descia para fechar uma linha de cinco e afundava Nahuel Molina para a zaga.
Lookman ficava junto de Koke e Marcos Llorente no meio-campo, tendo, a depender do contexto, até Griezmann formando um 5-4-1 só com Álvarez lá na frente. Com isso, o “quadrado” no meio-campo do Barcelona com Dani Olmo, Marc Casadó, Frenkie De Jong e Fermín López ficava sufocado.
As jogadas individuais de Lamine Yamal na ponta direita e o apoio constante de colegas de time para evitar que o jovem espanhol enfrente mais de um marcador podem quebrar essa realidade. A partida de volta da semifinal da Copa do Rei, 3 a 0 para o Barcelona, também deu um caminho, com o mandante no Camp Nou tendo a bola parada como arma em dois gols.
Uma questão é que o contexto do jogo eliminatório, com vantagem de três gols do rival, era bem diferente do que será neste sábado. Novamente, o Atlético estará no Metropolitano e deve fazer muita pouca questão de dominar a posse contra o líder de LaLiga.
A estratégia de velocidade e verticalidade do 4 a 0 pode se repetir para ferir os catalães, que podem chegar pressionados se o Real Madrid vencer o Mallorca, fora de casa, mais cedo no mesmo dia.
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Contexto na Champions League, no entanto, pode ser diferente
O time de Simeone, em um jogo grande, poucas vezes se vê “obrigado” a atacar o tempo todo e ter o controle do jogo. A questão na Champions League, porém, é que a equipe visita o rival no Camp Nou, na próxima quarta-feira (8), ao contrário do que foi na Copa do Rei, quando aproveitou estar em casa para construir uma vantagem e segurá-la na volta.
Se a ida terminar com vantagem culé ou para nenhum dos lados, os Colchoneros podem precisar ter uma postura mais agressiva e de marcação alta para buscar um gol. As respostas só virão nos próximos 10 dias, com uma maratona insana de clássicos entre Barcelona e Atlético de Madrid.