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Barça planeja amistoso contra combinado entre Israel e Palestina

O Barcelona tenta utilizar sua influência para promover a aproximação de Israel e Palestino ao menos no campo esportivo. Em visita ao Oriente Médio, o presidente Sandro Rosell tenta negociar um amistoso entre o clube catalão e um combinado contando com jogadores israelenses e palestino. A intenção é a de que a partida aconteça em julho, na cidade de Tel Aviv.

No entanto, o presidente da Federação de Futebol da Palestina afastou a possibilidade de que o jogo aconteça tão cedo. Segundo Yibril Rajub, somente com o início do reconhecimento do estado palestino é que o amistoso começa a se tornar viável. Presidente da Palestina, Mahmud Abás também esteve presente no encontro.

“Esta é uma ideia criativa do presidente do Barcelona. Apreciamos suas boas intenções e sua motivação, mas existem muitos obstáculos. Espero que os torcedores do Barcelona se mantenham otimistas de que este sonho se torne realidade. Quando? Quando o estado Palestino for estabelecido, livre, independente, democrático, com os valores e a ética do esporte como principal filosofia e cultura”, disse Rajub.

O dirigente crê que o primeiro passo será o receber o reconhecimento dos israelenses: “Israel tem que começar a reconhecer a existência dos jogadores palestinos e da entidade esportiva palestina. Eles precisam de valentia para reconhecer que têm um vizinho, aonde as pessoas sofrem puramente por serem palestino”.

Rajub também se queixou pelo bloqueio promovido pelos israelenses na Faixa de Gaza, impedindo que jogadores se juntem à seleção para os treinos e as partidas que acontecem na Cisjordânia. Sete atletas moram na área e só conseguem integrar a equipe nacional quando recebem uma permissão especial. Em novembro, o estádio da federação na Faixa de Gaza foi bombardeado por israelenses. O local receberá dinheiro da Fifa para ser reconstruído.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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