Atlético de Madrid: Simeone desabafa sobre desempenho e responde sobre estilo de jogo
Treinador argentino falou sobre início de temporada difícil dos Colchoneros após altos investimentos em reforços
Antes de a bola rolar em 2025/26, o Atlético de Madrid fez movimentos no mercado que projetavam uma temporada como desafiante de Barcelona e Real Madrid. Entretanto, após somar dois pontos nas primeiras três rodadas de LaLiga, Diego Simeone não consegue esconder a decepção nos Colchoneros.
Em uma longa entrevista ao programa “El Partidazo”, da rádio “COPE”, o técnico argentino admitiu que o Atlético de Madrid vive um momento difícil, porém, confia na recuperação ao longo da temporada. Por esse motivo, Simeone prega que os Rojiblancos seguem na briga pelo título espanhol.
“Os pontos são poucos agora, aceitamos as críticas, que são justas, porque não conquistamos os pontos que poderíamos ter conquistado, mas o mais importante é encontrar o time e melhorar”, começou o treinador do Atlético de Madrid.
— Não quero justificar os dois pontos em nove, porque não há justificativa. Vivo por pontos, prefiro jogar mal e somar pontos. Agora não estamos jogando tão mal, mas temos poucos pontos.
O esforço do Atlético de Madrid para ser o primeiro

Desde 2011 no Atleti, o comandante argentino transformou a equipe na terceira força do país em meio à batalha contra o Barça de Lionel Messi e os Merengues de Cristiano Ronaldo, inclusive ganhando títulos na Espanha e na Europa.
Nas últimas temporadas, o Atlético de Madrid tem tentado dar o próximo passo ao fazer aquisições impactantes ao elenco. Em 2024/25, por exemplo, os Colchoneros gastaram mais de R$ 1 bilhão em reforços, incluindo nomes como Julián Alvarez, Robin Le Normand, Conor Gallagher e Alexander Sorloth.
O Atlético de Madrid chegou a liderar a última edição de LaLiga, porém, após a eliminação traumática na Champions League para o Real Madrid, os comandados de Diego Simeone caíram de rendimento e terminaram a temporada sem levantar nenhum título.
Para 2025/26, os Rojiblancos dobraram a aposta e desembolsaram mais de R$ 2 bilhões em contratações. David Hancko, Álex Baena, Johnny Cardoso, Thiago Almada, Matteo Ruggeri, Marc Pubill, Juan Musso, Clément Lenglet e Nico González reforçaram o grupo do técnico argentino.
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Simeone defende estilo e promete ambição

Em meio a esse cenário, Simeone tem sido criticado por parte da imprensa e torcida por não extrair o potencial máximo do Atlético de Madrid. O treinador se defendeu ao garantir que não está satisfeito com o status de terceira força no país.
“Sei que precisamos vencer, sei disso há quatro anos (data do último título espanhol). Se o Atlético quiser continuar crescendo e melhorando como clube, precisa vencer novamente. Tento não me acomodar, não relaxar, não interpretar que o terceiro lugar é suficiente para mim, porque não é”, argumentou o argentino.
— Estou feliz em ser o terceiro? Não, não me deixa feliz, mas para o clube é extremamente importante ser o terceiro.
Diego Simeone também foi perguntado sobre seu estilo de jogo, que é considerado defensivo demais. Entretanto, na opinião do técnico argentino, a estratégia do Atleti não é a grande culpada pelos fracassos recentes, usando como exemplo os estilos contrastantes dos rivais hegemônicos Barcelona e Real Madrid.
— Eu me considero um treinador. A questão de saber se sou defensivo é chata, mas qual é a base? Você pode defender com a bola por 80 minutos e atacar três vezes, e isso é ofensivo ou defensivo? O Real Madrid é diferente do Barcelona e vence da mesma forma.



