Avaliado em R$ 13 bilhões, Atlético de Madrid pode ser vendido e mudar de mãos
Atleti tem investido muito em estrutura e reforços, e diretoria apela por mais recursos
O controle majoritário do Atlético de Madrid pode mudar de mãos em breve. A empresa Apollo Global Management, dos Estados Unidos, se aproxima da compra de uma fatia significativa do clube, segundo informações obtidas pelo “The Athletic”.
Atualmente, a Atlético HoldCo detém cerca de 70,39% das ações do time espanhol. A holding é composta pelo CEO Miguel Ángel Gil Marín (50,82%), a Ares Management (33,96%) e o presidente Enrique Cerezo (15,22%).

A proposta da Apollo seria para comprar a parte que cabe à Ares e “algumas ou todas” as participações de Gil Marin e de Cerezo. Outro coproprietário, o Quantum Pacific Group é dono de 27,81%, mas ainda não se sabe se a empresa norte-americana estaria interessada em adquirir esta parcela.
Fontes consultadas pelo jornal afirmaram que o acordo com a Apollo poderia avaliar o Atlético de Madrid em cerca de 2,2 bilhões de euros (R$ 13,7 bilhões).
A Ares aplicou 220 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) no clube. As ações de Gil Marin têm chances de serem vendidas por 600 a 700 milhões de euros (R$ 3,7 a 4,3 bilhões), enquanto para Cerezo há a possibilidade de chegar aos 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão).
Atlético de Madrid investe alto e apela por recursos
A potencial negociação não interferiria nas atribuições de Gil Marín e Cerezo. A ideia seria de que eles continuassem CEO e presidente, respectivamente, ao menos até o meio do ano de 2028, focados na conclusão do projeto de “Cidade Esportiva” nos arredores do Estádio Metropolitano.
O planejamento do complexo prevê um novo centro de treinamento da equipe principal e áreas para prática de golfe, padel, patinação e surfe. A expectativa é que tudo seja entregue até junho de 2027, quando o local vai sediar a final da Champions League. O valor está em torno de 800 milhões de euros (R$ 5 bilhões).

Os gestores participaram do Fórum de Negócios e Esporte na capital espanhola e reconheceram a necessidade de investimentos não apenas em estruturas, como também em jogadores. Eles se colocaram abertos a um novo acionista no grupo de proprietários.
— Entendemos que isso é necessário para o clube trabalhar melhor, com melhores jogadores, infraestrutura e serviços aos torcedores. O futebol precisa ser mais do que os 90 minutos — declarou Gil Marín no evento.
O Atlético de Madrid desembolsou aproximadamente 176 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) em reforços na última janela de transferências. A maior parte (42 milhões de euros) ficou na contratação de Álex Baena, ex-Villarreal.
Em seis jogos oficiais na temporada, a equipe de Diego Simeone conquistou apenas uma vitória. Os demais resultados foram três empates e duas derrotas. Apesar do início abaixo do esperado, o treinador ainda tem a confiança da diretoria.
— Há talento no elenco e paixão na parte do técnico. Continuo acreditando 100% nele. Sei que ele quer continuar a competir no nosso jeito, com nossos valores — afirmou Gil Marín.


