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Atlético bobeou e Barcelona manteve a liderança, mas precisa dar um jeito na bola aérea

No primeiro turno, estreia do Campeonato Espanhol, o Barcelona foi implacável com o Levante e enfiou 7 a 0, no Camp Nou. Neste domingo, em Valência, o time de Tata Martino ficou longe de repetir aquela atuação. Com as costumeiras falhas nas bolas aéreas e contra uma defesa muito forte, o time catalão apenas empatou por 1 a 1 e poderia perder a liderança do Campeonato Espanhol para o Atlético do Madrid depois de 57 rodadas seguidas na ponta.

Não foi o que aconteceu. Na hora H, o primo pobre da capital espanhola falhou. Abriu o placar contra o Sevilla com David Villa – e seria irônico que o gol que tiraria o Barcelona da liderança fosse dele, cedido quase de graça no mercado de verão -, mas Ivan Rakitic empatou de pênalti. As duas equipes estão com 51 pontos, e o Real Madrid, que parecia fora da briga, aparece logo atrás, com 50. Agora, a corrida tem três participantes.

E se o Barcelona não conquistar esse título, um dos principais motivos será a tal da bola aérea. O time é pequeno, sempre foi, mas geralmente essas falhas eram compensadas com muitos gols. Contra o Levante, a pontaria não estava muito afiada. Foram 17 chutes a gol, apenas seis certos, Xavi perdeu um gol incrível, e ainda havia Juanfran, que bloqueou, cortou, desarmou e foi exuberante no seu 100º jogo de primeira divisão pelo time da casa.

Em campo pelo Barcelona, apenas Piqué e Busquets tinham mais de 1,80 metros. Dos 13 gols que a equipe levou em La Liga, cinco saíram pelo alto. Isso só não é um problema maior porque o adversário das oitavas de final da Liga dos Campeões será o Manchester City, que marcou apenas 12,6% dos seus 103 gols na temporada pelo alto. Mas Tata Martino precisa dar um jeito nesse problema, que perdura desde os tempos de Pep Guardiola.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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