Al-Hilal frustra Barcelona e trava negociações por titular de seleção da Copa do Mundo
Lateral português já acertou bases com o Barça, mas clube saudita faz jogo duro para liberar o jogador após a Copa do Mundo de 2026
O futuro de João Cancelo segue indefinido. Apesar de já ter um acordo encaminhado para defender o Barcelona nas próximas duas temporadas, o lateral português ainda depende da liberação do Al-Hilal, que decidiu endurecer as negociações e só pretende definir o destino do jogador após a participação de Portugal na Copa do Mundo de 2026.
Segundo o jornal saudita “Arriyadiyah”, o clube convocou Cancelo para se apresentar normalmente à pré-temporada assim que terminar sua campanha no Mundial. Somente depois desse período, a diretoria, em conjunto com a comissão técnica, avaliará se autoriza ou não sua saída.
A postura representa um obstáculo para o Barcelona, que vê o experiente lateral como prioridade para reforçar o elenco de Hansi Flick, mas não pretende entrar em uma disputa financeira para concretizar o negócio.
Mercado do Barcelona 2026
Quem chega? E quem sai? Confira o mercado atualizado
Al-Hilal endurece negociações com o Barcelona
A vontade de Cancelo é clara: atuar pelo Barcelona de forma definitiva. O português chegou a abrir mão de parte dos valores que ainda teria a receber em seu último ano de contrato na Arábia Saudita para facilitar a transferência. A expectativa do jogador era que o Al-Hilal retribuísse esse gesto tornando a negociação mais simples. Até agora, porém, isso não aconteceu.
O clube saudita lembra que ainda possui um ano de contrato com o lateral e quer recuperar parte do investimento de 25 milhões de euros feito quando o contratou junto ao Manchester City, em 2024. Por isso, a diretoria não demonstra disposição para liberar o atleta sem uma compensação financeira considerada adequada.
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fcancelo-scaled-e1778513494525.jpg)
Além do aspecto econômico, o planejamento esportivo também pesa na decisão. Embora Simone Inzaghi deva permanecer no comando da equipe, a situação pode sofrer mudanças nos próximos meses, especialmente com a possível chegada de Richard Hughes, atual diretor esportivo do Liverpool, para assumir um cargo executivo no Al-Hilal.
Enquanto essa reestruturação não acontece, o clube prefere adiar qualquer definição sobre o futuro de seus jogadores estrangeiros. Atualmente, são 14:
- Yassine Bounou;
- Mathieu Patouillet;
- Yusuf Akicek;
- Kalidou Koulibaly;
- Pablo Marí;
- Theo Hernández;
- Rúben Neves;
- Sergej Milinkovic-Savic;
- Saimon Bouabré;
- Malcom;
- Darwin Núnez;
- Marcos Leonardo;
- Kader Meité;
- Karim Benzema
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Promessas descumpridas motivaram desejo de saída de Cancelo
O interesse de Cancelo em deixar o futebol saudita não surgiu apenas pela oportunidade de vestir a camisa do Barcelona. Segundo a imprensa espanhola, o lateral ficou profundamente insatisfeito depois de ser retirado da lista de estrangeiros inscritos pelo Al-Hilal em setembro do ano passado, logo após o fechamento da janela de transferências.
A decisão o impediu de disputar a liga nacional, limitando sua participação praticamente às competições continentais. Sem sequência de jogos, o português buscou uma saída por empréstimo para recuperar ritmo antes da Copa do Mundo, escolhendo justamente o Barcelona como destino.
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fjoao-cancelo-scaled.jpg)
Na equipe catalã, conseguiu se firmar como titular e convenceu a diretoria de que merece permanecer no elenco. O clube espanhol, por sua vez, mantém confiança no desfecho positivo das negociações e delegou a condução do processo ao empresário Jorge Mendes.
Mesmo assim, a prioridade do Barcelona é manter o controle financeiro. A diretoria considera Cancelo um reforço importante para o sistema defensivo, mas não pretende fazer um investimento acima do planejado para convencer o Al-Hilal.
Dessa forma, o futuro do português permanece em aberto. Enquanto o jogador aguarda uma definição, o clube saudita mantém sua posição firme e, ao menos por enquanto, impede que a negociação avance antes do fim da Copa do Mundo.