Copa do Mundo

Zlatko Dalic: “Minhas últimas palavras aos jogadores serão: divirtam-se”

O técnico da Croácia contou, em entrevista ao Marca, quais serão as últimas palavras da preleção da sua vida aos jogadores da seleção croata que, neste domingo, enfrentam a França, valendo o título da Copa do Mundo. Depois de tanto trabalho e de uma caminhada dura até Moscou, Zlatko Dalic quer assegurar que os seus jogadores também aproveitem a ocasião. E se divirtam. 

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“Eu direi: divirtam-se, rapazes”, afirmou. “Eu quero que meus jogadores se divirtam. Estou muito orgulhoso de tudo que eles fizeram”. Dalic contou que, quando assumiu a seleção croata, era difícil imaginar que este seria o fim da história. Ele foi chamado às pressas para substituir Ante Cacic, antes da última partida do grupo das Eliminatórias Europeias. Ganhou da Ucrânia, passou pela Grécia na repescagem, e garantiu vaga no Mundial da Rússia. 

“Como eu iria imaginar? Nunca penso além da próxima partida. E, mesmo se o fizesse, acredito que depois daquele jogo contra a Ucrânia e antes de enfrentar a Grécia na repescagem, eu também não teria pensado: vamos chegar à final do Mundial! No momento em que cheguei à equipe, era impensável algo assim e eu só tinha em mente fazer um bom trabalho”, disse. 

Um bom trabalho ele fez. Liderou o grupo que tinha a Argentina e passou, com três prorrogações, por Dinamarca, Rússia e Inglaterra. “Quando jogamos contra a Nigéria, nosso objetivo era ganhar a primeira partida para ir com tranquilidade para as seguintes e passaram da primeira fase. Mas, depois de ganhar esse jogo, as sensações foram muito boas, e o grupo se fortaleceu. Ninguém disse que ganharíamos o Mundial ou chegaríamos à final, mas eu olhava para o grupo e via que era possível. E creio que os jogadores, internamente, também tinham essa sensação de fortalecimento e de que era possível”, afirmou. 

Dalic disse que o seu principal trabalho foi convencer uma talentosa geração de jogadores croatas de que eles tinham o que era necessário para se dar bem na Copa do Mundo. “Eu tenho a sorte de ter jogadores impressionantes. Olhe onde eles jogam. Há jogadores de Real Madrid, Barcelona, Juventus, Bayern de Munique, Atlético de Madrid. O que tentei fazer foi somar, convencê-los de que são muito bons e de que, juntos, como grupo, são mais fortes. Desde que cheguei, eu tenho empurrado e empurrado todos eles a serem um grupo unido”, explicou. 

O desafio para o próximo domingo é complicado. Além de enfrentar uma das seleções favoritas ao título, Dalic terá que lidar com o peso de três prorrogações. “É verdade que não chegamos à final da Copa em condições normais. Vamos disputar oito partidas nesta Copa do Mundo, por causa das prorrogações (30 minutos cada), mas acredito que estaremos bem. Olhe, eu não conseguia acreditar no nível dos meus jogadores na prorrogação porque jogamos mais minutos que nossos adversários e sempre acabamos mais fortes que eles. Temos algum cansaço, algumas lesões, mas não vamos nos render. Falta uma partida e não vamos parar”, encerrou. 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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