Por que Vini Jr pode ajudar Ancelotti a escolher ‘substituto perfeito’ de Paquetá contra a Noruega
Artilheiro da seleção brasileira pode voltar à função que exerceu diante do Japão para acomodar novo atleta no time titular
Carlo Ancelotti tem um desafio pela frente antes do duelo com a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Além de superar o ataque liderado por Erling Haaland, a seleção brasileira precisa encontrar um substituto para Lucas Paquetá no meio-campo, que sofreu uma lesão muscular na última partida contra o Japão, nos 16 avos de final, e está fora pelo menos até uma eventual decisão, em 19 de julho.
Para encontrar o substituto do meio-campo do Flamengo, um jogador terá papel fundamental: Vinicius Júnior, artilheiro da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, com quatro gols em quatro jogos. Ponta-esquerda, ele tem adotado uma posição diferente da habitual sob o comando de Carlo Ancelotti, muitas vezes se movimentando como referência no ataque.
Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento
Contra o Japão, depois de um primeiro tempo em que o Brasil teve dificuldades para criar, Ancelotti decidiu prender Vini Jr. à ponta esquerda. Endrick entrou na vaga do lesionado Paquetá e fez com que o Brasil passasse a atuar com quatro atacantes, prendendo a defesa japonesa à sua própria área.
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Vini não teve a mesma liberdade para flutuar entre as linhas, como ocorreu diante de Haiti e Escócia, principalmente quando o Brasil atuou sem um centroavante de referência. Depois de entrar em campo em uma formação 4-1-2-1-2, Ancelotti pode fazer com que a Seleção volte a um 4-2-4 diante da Noruega.
Sucesso com Gabriel Martinelli pode manter Vini Jr. em ‘nova posição’ na seleção brasileira
Vini Jr. se destacou ao longo desta Copa do Mundo quando pôde flutuar no ataque. Isso não significa, necessariamente, que seu desempenho contra o Japão não esteja alinhado com aquilo que Ancelotti pensa sobre o estilo de jogo da seleção brasileira. Na esquerda, o camisa 7 incomoda os laterais, gera uma preocupação a mais na defesa e abre um espaço na área para a chegada dos homens de ataque e meio-campo.
Foi a partir desta estratégia que o Brasil chegou à vitória. Gabriel Martinelli, que entrou na vaga de Matheus Cunha, se infiltrou na grande área para marcar o gol da virada, por 2 a 1, já nos acréscimos do segundo tempo. O atacante do Arsenal, sob o comando de Mikel Arteta, já fez funções próximas ao meio-campo ao longo desta temporada e surge como substituto direto para Paquetá.
Desta forma, a formação diante da Noruega manteria Vini pela ponta-esquerda, atacando as laterais — que são fraquezas da Noruega nesta Copa do Mundo. Contra a Costa do Marfim, pelos 16-avos de final, a seleção norueguesa teve dificuldades para combater as jogadas pelos corredores, e permitiu que o adversário se infiltrasse pela esquerda.
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Com um 4-2-4, ou até mesmo um 4-2-2-2 — no qual Martinelli atue mais centralizado, junto a Matheus Cunha —, a seleção brasileira pode aumentar o volume ofensivo e tentar repetir a estratégia adotada contra o Japão: sufocar o adversário com jogadas aéreas pelas laterais, no qual Vini e Rayan, pela direita, desempenham papel fundamental. Foi assim que o Brasil entrou em campo no último amistoso diante da França, em maio, na derrota por 2 a 1 no Gillette Stadium, em Foxborough.
— Sou atacante, mas jogo também pelo lado, não costumo fazer tantos gols. Nesta Copa, o mister mudou minha posição, onde consigo me adaptar muito bem, fazer os gols e ajudar a equipe, que é o mais importante — afirmou o atacante, à “CazéTV”, após vitória sobre a Escócia.
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Endrick também surge como possibilidade de substituir Paquetá
Martinelli também oferece a Ancelotti a possibilidade de manter Vini com a liberdade de infiltrar na área, como o fez contra Escócia e Haiti. Neste caso, Martinelli atuaria na exata posição de Paquetá, como um meio-campo esquerdo, dando apoio às chegadas do camisa 7 e de Douglas Santos. Bruno Guimarães, sem a obrigação de armar pelos dois lados do campo, pode se concentrar somente na esquerda.
Mas o atacante do Arsenal não é a única opção. Por poder fazer a lateral do campo, Endrick também pode substituir Paquetá. Neste caso, Guimarães passaria a atuar ainda mais centralizado — contra o Japão, chegou a completar a linha de quatro ofensiva —, enquanto o atacante do Real Madrid surge como um apoio a Rayan na direita.
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Cunha e Endrick podem dividir o centro da área e as ações ofensivas. Neste cenário, Martinelli começa o jogo como reserva imediato de Cunha, mesmo com o gol da vitória sobre o Japão, podendo ser tão agressivo quanto o camisa 10 do Manchester United.
O camisa 19 não se destacou no triunfo sobre o Japão, mas entrou com vontade no lugar de Paquetá, logo após o intervalo. Diante de uma defesa como a da Noruega, que cede mais de dez finalizações por partida, pode fazer a diferença no ataque da seleção brasileira.