Copa do Mundo

Uma preciosidade: todos os dribles aplicados por Garrincha na Copa de 1962 em uma só thread

Conta do Twitter traz os vídeos dos 62 dribles aplicados por Garrincha ao longo do Mundial do Chile

Garrincha teve um desempenho assombroso na Copa do Mundo de 1962. A contribuição do camisa 7 no Mundial do Chile é imensa e costuma ser comparada ao que fez Maradona em 1986, como as duas maiores campanhas individuais da história da competição. Os quatro gols anotados por Mané, aliás, não dimensionam totalmente a maneira como ele destruiu os adversários ao longo daquele torneio. As especialidades do ponta direita, afinal, eram seus incontáveis dribles e a habilidade pura que desnorteava os marcadores. Pois uma conta no Twitter compilou todos os dribles disponíveis em vídeo de Garrincha na Copa de 1962. Um verdadeiro tesouro.

A conta @Gasipo_opinions reuniu os dribles e faltas sofridas por Garrincha a partir da estreia no Mundial do Chile. Além dos vídeos curtos de cada lance, há também um gráfico com todas as peripécias aplicadas por Mané. São 62 dribles certos do gênio ao longo da campanha, em muitas jogadas objetivas e também decisivas ao bicampeonato do Brasil. Vale ressaltar ainda que o total é maior, já que não está disponível o vídeo completo do duelo contra a Tchecoslováquia na fase de grupos.

O mais legal é ver o tamanho do repertório de Garrincha. A maneira como o Anjo das Pernas Tortas ludibriava seus marcadores sem sequer mexer a bola é conhecida, mas o craque fez muito mais ao longo daquela Copa. Mané deu caneta, chapéu, drible da vaca. Fintou para os dois lados, quase sempre com um mínimo espaço, esperando o momento certo para fazer o beque passar lotado. Deixou uns dez marcadores no chão. E mostrou o melhor de sua arte sobretudo contra a Espanha na fase de grupos. Neste jogo, Mané chega a dar uma caneta de calcanhar e aplica um drible da vaca logo no domínio – que lembra muito a famosa jogada de Dennis Bergkamp pelo Arsenal contra o Newcastle. Vale apreciar:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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