Copa do Mundo

Tabárez, técnico do Uruguai: “Pensar em ser campeão mundial tem que ficar no plano da intimidade”

O Uruguai é um candidato ao título? Falar sobre isso é algo que o técnico Óscar Tabárez nem quer saber. O lendário treinador da Celeste, chamado de Maestro, disse que o sonho do título deve ficar no íntimo. Que o time precisa pensar apenas no próximo jogo, contra a França, neste sábado. Ele analisou o adversário, que elogiou, além de comentar as ligações entre o Uruguai e a França. Além disso, ele destacou qualidades do time que comanda, especialmente no setor defensivo.

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O duelo com a França

“É muito difícil que haja dois jogos e dois rivais iguais. As características são dadas pelos jogadores que compõem cada equipe. A França é muito poderosa, acho que tem laços respeitosos e culturais conosco. O primeiro grande triunfo internacional do Uruguai foi a França. O primeiro gol de 1930 em uma Copa do Mundo foi feito por um francês. Conseguimos ver toda a organização que eles têm em suas equipes nacionais. Quando eu estava trabalhando para a Fifa em 1998, eles me mostraram o que eram os centros de treinamento, que são um exemplo e de lá saíram jogadores como Henry. Muitas das coisas que tivemos em nosso plano de trabalho foram tiradas como espelho da França. É por isso que ela será um grande rival amanhã, mas nunca um inimigo”.

Sonho de título

“Nós sabemos qual é a realidade do Uruguai. Como diz uma música: nunca favoritos, sempre de trás e isso é algo que nos deixa orgulhosos. A história deste jogo pode ter a ver com alguma presunção anterior que é feita, mas será escrita pelos jogadores que estão no campo. Temos uma grande esperança de jogar este jogo e, se isso acontecer, vamos descansar e nos preparar para o próximo. Pensar em ser um campeão mundial deve permanecer no plano da intimidade. Tornar isso público faz com que quem diz isso entre no campo desconcentrado. Primeiro precisamos vencer amanhã. Temos uma margem de possibilidade para isso e vamos nos apegar a ela”.

Virtudes de Deschamps

“Todos nós que estamos no futebol há algum tempo nos conhecemos. Me parece que é um ato de grandeza destacar as virtudes dos contemporâneos. No caso de Deschamps, ele era jogador da Juventus quando comandei o Milan. A França tem um jogo muito adaptado às características dos jogadores que possui e isso é um sinal de inteligência e praticidade. Tenho jogadores rápidos e sou direto; tenho jogadores habilidosos e dou liberdade a eles”.

Virtudes do Uruguai

“Nós não batemos em nossos peitos, mas nós aceitamos que é assim, que dependemos muito da nossa força defensiva, porque todo time deve enfrentá-la em algum momento do jogo. Tudo o que acontece no campo se esgota em quatro conceitos táticos: como atacar, como ir do ataque à defesa, como defender e como ir da defesa ao ataque quando a bola é recuperada. Não estou dizendo que somos uma equipe totalmente equilibrada, mas não vamos desistir daquilo em que somos fortes”.

França x Uruguai
Sexta, 6 de julho, 11h, em Nizhny Novgorod
Na TV: Globo, SporTV, Fox Sports

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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