Senegal jogou mais futebol para eliminar o Equador e colocar a África nas oitavas de final
Vitória por 2 a 1 faz Senegal superar o Equador na classificação e leva os Leões de Teranga ao mata-mata, o primeiro país africano a garantir seu lugar na próxima fase
Senegal está classificado às oitavas de final da Copa do Mundo, depois de vencer o Equador por 2 a 1 nesta terça-feira, no Estádio Khalifa International, em Doha. É o primeiro país africano que garante a vaga na próxima fase. O time precisava vencer o Equador para ficar com a vaga. Um empate levaria os equatorianos ao mata-mata. Mesmo sem uma grande atuação, os Leões de Teranga conseguiram superar um bom time do Equador, que tentou se defender, tomou o gol, arrancou o empate, mas em seguida tomou outro. Os equatorianos foram uma boa presença nesta Copa, mas os senegaleses jogaram no duelo direto e conseguem uma classificação que será muito comemorada. Em 2018, nenhuma seleção africana foi às oitavas de final. Em 2022, Senegal garante ao menos um representante do continente no mata-mata.
Escalações
O Equador veio com mudança de esquema para o jogo contra Senegal. Diferente do que fez contra a Holanda, desta vez Gustavo Alfaro veio em um 4-3-3 inicialmente, diferente da linha de cinco que usou contra os europeus. No meio-campo, Carlos Gruezo entrou no lugar de Jhegson Mendez, suspenso por dois cartões amarelos. Quem também ganhou vaga no time foi Alan Franco, que substituiu o zagueiro Jackson Porozo.
Na seleção de Senegal, mudanças no centro do campo. O técnico Aliou Cissé colocou em campo Ismaïla Ciss e Pape Gueye como titulares, adiantando Idrissa Gueye para ter mais liberdade no campo de ataque e sacando Nampalys Mendy. Krépin Diatta também deixou o time e entrou Iliman Ndiaye, que atuou pela direita, com Ismaïla Sarr deslocado para a direita e deixando só Boulaye Dia no ataque, com a saída de Femara Diédhiou.
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Primeiro tempo: só deu Senegal
O jogo era praticamente um mata-mata antecipado, já que os dois times lutavam diretamente pela vaga nas oitavas de final. O Equador tinha a vantagem de poder empatar e, por isso, a postura do time parecia um pouco mais cautelosa. Senegal tinha mais volume nos primeiros minutos, se colocando mais no ataque.
Logo a dois minutos, uma boa chance. Pape Gueye avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. A bola passou por todo mundo e chegou em Idrissa Gana Gueye, que dominou, finalizou e levou perigo, mas a bola foi fora. Senegal chegou mais uma vez com muito perigo aos sete minutos. Youssouf Sabaly fez bom passe para Boulaye Dia, que estava de frente para o gol e bateu mal, para fora.
Aos 41 minutos, Senegal chegou em velocidade pela esquerda, com Ismaïla Sarr lançado dentro da área e atropelado pelo zagueiro Piero Hincapié. O árbitro francês Clement Turpin apontou imediatamente a marca da cal: pênalti. O próprio Ismaïla Sarr pegou a bola e assumiu a cobrança. Uma responsabilidade imensa para um time que precisava vencer o jogo para se classificar. Ele cobrou com tranquilidade, no canto esquerdo de Galíndez, e marcou: 1 a 0.
Empolgado, Senegal quase chegou ao segundo gol. Ndiaye recebeu dentro da área, fez a finta bonita, mas foi travado na hora da finalização. Foi um lance de perigo de Senegal, que foi melhor em todo o primeiro tempo.

Segundo tempo: apareceu o capitão
Precisando ao menos do empate, o Equador voltou ao segundo tempo com duas mudanças. Entraram Jeremy Sarmiento, atacante, no lugar de Alan Franco, além de José Cifuentes no lugar de Carlos Gruezo, esta um meio-campista por outro. Tentou assim tornar o time mais ofensivo.
Só que os primeiros minutos não indicaram isso. Embora o Equador tivesse a posse de bola, tinha dificuldades em criar chances. Era Senegal quem se fechava na defesa por ter a vantagem e, eventualmente, Equador chegou ao empate em um cruzamento para a área. Em escanteio da direita, Félix Torres desviou e Moisés Caicedo, livre, desviou para o gol de dentro da pequena área: 1 a 1, aos 21 minutos. O empate mudava novamente o classificado: agora era o Equador quem ficava com a vaga.
Só que o empate não durou muito. Logo depois, aos 24 minutos, cobrança de falta para dentro da área, a bola rebateu na defesa do Equador e o zagueiro Salidou Koulibaly apareceu livre para finalizar e marcar 2 a 1. Novamente os senegaleses em vantagem e com a classificação nas mãos.
Os equatorianos foram para cima e tiveram uma boa chance em um chute de Gonzalo Plata, que recebeu dentro da área, ajeitou e bateu, mas a bola ficou no meio do gol. O goleiro Edouard Mendy defendeu com tranquilidade.
Nos minutos finais, Senegal se defendeu e o Equador tentava como podia, com bolas altas, com cruzamentos, com tudo que tinha. Não foi o bastante. Senegal venceu o jogo e vai às oitavas de final pela segunda vez na história, depois de fazer história em 2002. Em 2018, a seleção senegalesa ficou fora pelos critérios de desempate, por ter tomado mais cartões que o Japão. Desta vez, o time não perde a chance de superar a fase de grupos. O Equador, que deu a sensação que poderia ser uma surpresa desta Copa, não conseguiram superar os africanos nesta partida e estão eliminados.
Senegal agora espera quem será o seu adversário, que sai do Grupo B. Como segundo colocado, os senegaleses terão pela frente os líderes do outro grupo, que neste momento é a Inglaterra. A Holanda, primeira colocada deste grupo A, enfrentará o segundo colocado do Grupo B.
Ficha técnica
Equador 1×2 Senegal
Local: Estádio Khalifa International, em Doha
Árbitro: Clement Turpin (França)
Gols: Moisés Caicedo (Equador), Ismaïla Sarr, Kalidou Koulibaly (Senegal)
Cartões amarelos: Idrissa Gueye (Senegal)
Cartões vermelhos: nenhum
Equador: Hernán Galindez; Angelo Preciado (Jackson Porozo), Félix Torres, Piero Hincapié e Pervis Estupiñan; Carlos Gruezo (José Cifuentes), Alan Franco (Jeremy Sarmiento) e Moisés Caicedo; Gonzalo Plata, Michael Estrada (Djorkaeff Reasco) e Enner Valencia. Técnico: Gustavo Alfaro
Senegal: Edouard Mendy; Youssouf Sabaly, Kalidou Koulibaly, Abdou Diallo e Ismail Jakobs; Ismaila Ciss (Nampalys Mendy) e Pape Gueye; Iliman Ndiaye (Ahmadou Bamba Dieng), Idrissa Gueye e Ismaïla Sarr; Boulaye Dia (Pape Abdou Cisse). Técnico: Aliou Cissé



