Copa do Mundo 2026

Scaloni acha solução para posição que preocupava a Argentina na Copa do Mundo

Com Nahuel Molina e Gonzalo Montiel ainda recuperando ritmo após problemas físicos, o técnico encontrou uma alternativa que pode ser útil no mata-mata

A Argentina parece ter encontrado uma solução para um dos seus principais problemas nesta Copa do Mundo: a lateral direita. Desde antes da convocação final, os hermanos vinham sofrendo com esse setor, mas, diante da Jordânia, pela última rodada da fase de grupos, apresentaram uma alternativa que deu certo.

Exequiel Palacios, meia do Bayer Leverkusen, desempenhou a função, embora Giovanni Simeone tenha sido escalado como titular na lateral direita. A ideia de Lionel Scaloni foi utilizar o camisa 14 por dentro, dando liberdade para Simeone atuar pelos corredores e chegar com frequência ao ataque.

A estratégia funcionou. Gio teve uma atuação bastante participativa, e a Argentina venceu a Jordânia por 3 a 1 para terminar a primeira fase invicta, com 100% de aproveitamento.

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O problema da Argentina nas laterais

O plano de Scaloni deu certo, mas antes o treinador precisou lidar com muitas dores de cabeça na posição. Durante todo o ciclo, o comandante contou com Nahuel Molina e Gonzalo Montiel na lateral direita. O jogador do Atlético de Madrid era o titular, enquanto o atleta do River Plate aparecia como opção no banco. Ainda assim, o rendimento da dupla gerava dúvidas.

Os dois foram convocados para a Copa do Mundo, mas problemas físicos atrapalharam a sequência de ambos no torneio. Na estreia, Montiel foi titular, mas teve atuação abaixo do esperado e acabou substituído no intervalo.

Entre o primeiro e o segundo jogo da fase de grupos, Montiel sofreu uma lesão, abrindo espaço para Nahuel Molina, que desempenhou bem sua função contra a Áustria. Mesmo assim, Scaloni seguia sem muitas alternativas, já que os problemas físicos continuavam a afetar a seleção.

Sabendo dos confrontos complicados que terá pela frente no mata-mata, o treinador optou por rodar a equipe e preservar quem pretende utilizar na fase decisiva. Com isso, deixou Montiel e Molina no banco, já recuperados das lesões, e encontrou uma alternativa inteligente para a posição, resolvendo um problema que o acompanhava desde antes do Mundial.

— A equipe precisava de auxílio nessa posição. A gente não queria colocar o Nahuel (Molina), que vinha de um período de inatividade. Preferimos preservá-lo porque é uma posição muito exigente. E o Palacios nos deu essa mão — disse o treinador após a partida.

Agora, contra Cabo Verde, na próxima sexta-feira (3), Scaloni deverá escalar força máxima, e Molina deve retomar a titularidade na lateral direita. No entanto, o treinador sabe que pode contar com Palacios caso precise de uma alternativa durante a sequência da competição.

Exequiel Palácios
Exequiel Palácios pela seleção argentina. Foto: IMAGO / Bildbyran

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Treinador segue observando defesa

Não foi apenas a lateral direita que preocupou o treinador na véspera da Copa do Mundo. A Argentina conviveu com diversos problemas em todo o sistema defensivo. Na lateral esquerda, por exemplo, Facundo Medina vinha sendo utilizado de forma improvisada na ausência de Nicolás Tagliafico. Ainda assim, o defensor teve bom desempenho nas duas partidas em que atuou.

Apesar disso, o lateral do Lyon se recuperou dos problemas físicos que vinha enfrentando, ganhou minutos contra a Áustria e foi titular diante da Jordânia. Embora tenha falhado no acompanhamento do lance que originou o gol da equipe do Oriente Médio, fez uma partida segura. Com Medina e Tagliafico, além de contar com Valentín Barco, convocado como meia, mas lateral de origem, como opção, Scaloni parece estar tranquilo para o setor.

Já na zaga, Cuti Romero e Lisandro Martínez foram titulares nos dois primeiros jogos. No entanto, o defensor do Tottenham sofreu uma lesão contra a Áustria e se tornou um desfalque momentâneo para a seleção argentina. Diante da Jordânia, Scaloni optou pela dupla formada por Nicolás Otamendi e Marcos Senesi, que respondeu bem e transmitiu confiança ao treinador para a sequência da competição.

Embora a defesa fosse uma preocupação, vale lembrar que a Argentina foi vazada apenas uma vez em toda a competição até então. O primeiro e único gol saiu justamente contra a Jordânia.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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