Reino Unido e Irlanda abandonam candidatura à Copa 2030 em busca de sediar Euro 2028
Com forte concorrência de Portugal/Espanha e da candidatura da América do Sul, britânicos e irlandeses preferem focar em sediar uma Eurocopa
O Reino Unido e a Irlanda desistiram de serem candidatas a sediar a Copa do Mundo de 2030, que marcará o centenário da competição, para focarem na candidatura para sede da Eurocopa 2028. A informação foi confirmada pela Football Association (FA) neste segunda-feira, após um estudo de viabilidade que indicou que seria melhor a tentar sediar a competição de seleções europeias.
candidatura forte é em conjunto da América do Sul, com Uruguai e Argentina como líderes, sendo o apelo de uma Copa Centenário no mesmo país onde foi realizada a primeira edição, o Uruguai, algo muito relevante.
“No geral, as cinco federações decidiram se concentrar apenas em uma candidatura oficial para sediar a Uefa Euro 2028 e concordaram em não concorrer à Copa do Mundo 2030. Sediar uma Uefa Euro oferece um retorno similar de investimento, com o torneio europeu tendo um custo de entrega muito menor e o potencial de benefícios sendo realizados mais cedo”, diz comunicado da FA.
“Seria uma honra e um privilégio sediar coletivamente a Uefa Euro 2028 e dar boas-vindas a toda Europa. Seria uma oportunidade maravilhosa de demonstrar um verdadeiro impacto de sediar um torneio de futebol do mais alto nível promovendo mudanças positivas e deixando um legado duradouro em nossas comunidades”.
“Acreditamos que o Reino Unido e a República da Irlanda podem oferecer à Uefa e ao futebol europeu algo especial em 2028 – sediar de forma colaborativa, compacta e exclusiva que proporcionará aos torcedores e às equipes uma ótima experiência”.
As candidaturas para sediar a Euro 2028 têm prazo até 23 de março para se registrarem. Entre os possíveis concorrentes da candidatura britânica e irlandesa estão a Turquia e a Itália, que já se manifestaram a esse respeito. Os turcos tentaram sediar a Eurocopa em cinco candidaturas seguidas e não conseguiram em nenhuma delas até aqui.
Sediar a Copa do Mundo estava entre os planos do Partido Conservador do Primeiro-Ministro Boris Johnson quando ele se elegeu, incluindo um documento divulgado em 2019 que falava justamente do apoio governamental que seria dado para os britânicos voltarem a ter uma Copa em sua casa. Havia uma previsão de investimento de £ 550 milhões para o esporte, de modo a viabilizar a campanha.
A Inglaterra tentou sediar sozinha a Copa de 2018, mas teve a candidatura derrotada pela Rússia na eleição feito pelo então Comitê Executivo da Fifa em 2020. Os ingleses na época estavam entre os favoritos para receber o torneio, mas acabaram saindo de mãos abanando mesmo com nomes de peso como David Beckham e o príncipe Willian.
Um dirigente poderoso na época, Jack Warner, então presidente da Concacaf, chegou a dizer dias antes que “Chegou a hora da Inglaterra”. No fim, a Rússia levou, mas com acusações de compra de votos. O processo daquela votação no dia 2 de dezembro de 2010, e todo a preparação anterior, foi cercada de desconfianças – e não por acaso.
Ainda não se sabe se o governo apoiará a candidatura à Euro 2028 como faria com a Copa do Mundo, mas é esperado que haja o mesmo suporte. A competição em 2028 pode ser a primeira a ter o número de participantes aumentados de 24 para 32, mas isso ainda está em discussão e deve ter uma definição nas próximas assembleias gerais da Uefa. Não haveria classificação automática assegurada caso a candidatura fosse mesmo dividida em cinco países, já que a própria Uefa já tinha antecipado que no caso de candidaturas conjuntas, um máximo de dois países poderia se classificar automaticamente.
O estádio de Wembley recebeu as semifinais e final da Euro 2020, realizada em 2021. Além disso, sediou também jogos de primeira fase e oitavas de final, com a Inglaterra jogando seis dos sete jogos da competição em Londres.



