Como trabalho invisível de Rayan na seleção brasileira conquistou Ancelotti na Copa
Atacante do Bournemouth ganhou oportunidade como titular diante da Escócia e deve ser mantido para o duelo com o Japão, nos 16-avos de final
Carlo Ancelotti encontrou um substituto para Raphinha, com lesão muscular sofrida na vitória sobre o Haiti na última semana. Rayan, de apenas 19 anos, se firmou na ponta-direita como um nome à altura do atacante do Barcelona. Também cumpriu importante visão “invisível” na vitória da seleção brasileira sobre a Escócia por 3 a 0 — e que faz com que o italiano o tenha escolhido entre os 26 convocados, em maio.
Mesmo com poucos minutos sob o comando de Ancelotti, o atacante do Bournemouth passou à frente de nomes como João Pedro e Richarlison, que haviam tido mais convocações ao longo deste ciclo. Rayan, por sua vez, foi chamado em apenas uma ocasião antes da lista — mas que foi o suficiente para o italiano cair em suas graças.
No próximo confronto da seleção brasileira, na fase de 16-avos, com o Japão, nesta segunda-feira (29), a tendência é que Rayan volte a ser titular. Elogiado por Ancelotti após a vitória sobre os escoceses, o atacante reconhece que este impacto “invisível” é peça-chave para seu sucesso com o comandante.
— Acho que é minha parte defensiva (que ninguém percebe), desde o ano passado venho evoluindo nessa parte. Ele (Ancelotti) pede para a gente marcar primeiro para depois jogar e acho que esta parte é importante — afirmou Rayan, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (26), no hotel The Ridge, em Nova Jersey.
Vitória do Brasil sobre a Escócia nasce de trabalho de Rayan
Rayan foi um dos destaques na última vitória do Brasil. E a primeira jogada de perigo da Seleção, que resulta na falha de Scott McKenna para o gol de Vinicius Júnior, parte da pressão do atacante do Bournemouth. E justificou a sua convocação por parte de Ancelotti.
Antes da partida, o atacante contou que Ancelotti mostrou diversos vídeos do que imaginava que a defesa da Escócia faria no último duelo do Grupo C. Além disso, o próprio treinador também já afirmou que, nos treinamentos, o foco da equipe tem de ser nas jogadas defensivas. Os dois trabalhos surtiram efeito no primeiro gol do Brasil.
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— O Mister passa muito vídeo para a gente, do time adversário que a gente vai enfrentar. Também treinamos muito isso, a pressão, acho que a gente está muito conectado ali na hora do jogo, que acaba dando certo. É o mérito do Mister também, da comissão, que trabalha muito durante a semana — analisou o atacante.
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Impacto do Bournemouth para a convocação de Rayan
Mesmo que Ancelotti tivesse se encantado por Rayan, ainda no período em que ele jogava no Vasco, foi na Inglaterra que ele selou sua ida para a Copa do Mundo. Contratado no início deste ano, em janeiro, o atacante foi um dos destaques da equipe que terminou o ano de 2026 invicta na Premier League.
— O clube foi muito importante para mim. A assessora do clube ontem estava no jogo (Escócia), veio aqui só para me ver. É um carinho que estão tendo comigo, estão ajudando bastante. Essa convocação à Premier League me ajudou, cheguei lá muito bem, ajudando meu clube a participar de uma Liga Europa pela primeira vez — reforçou o jogador.
Assim como Fernando Diniz, Andoni Iraola, ex-treinador do Bournemouth, disse que o ajudaria a chegar à seleção e à Copa do Mundo. “Acho que ele conversou comigo toda semana”, brincou o atacante. Agora, o treinador deixou o clube para assumir o Liverpool a partir da próxima temporada. E sem Rayan.