Copa do Mundo 2026
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Perto de bater recorde de Pelé, Olise é o melhor jogador da Copa até agora?

Atacante do Bayern faz grande papel no Mundial e levanta questões sobre prêmios individuais no torneio e na temporada

Com a vitória tranquila por 3 a 0 sobre a Suécia, no MetLife Stadium, a França consolidou seu status de grande favorita ao título da Copa do Mundo 2026 nesta terça-feira. Didier Deschamps voltou ao banco dos Bleus após ausência por razões pessoais, e seus jogadores responderam com uma atuação que deve fazer a concorrência se preocupar ainda mais. Kylian Mbappé foi decisivo com um doblete, mas quem pode ter roubado a cena foi Michael Olise com mais duas assistências no torneio.

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Michael Olise é o melhor jogador da Copa do Mundo 2026?

Antes do torneio, entendia-se que a França contava com um elenco excepcional, mas o consenso era de que Mbappé seria o principal nome de Deschamps. Com cinco assistências em quatro jogos, porém, Olise vem se transformando no rosto da seleção.

O atacante do Bayern serviu Bradley Barcola logo após o intervalo, lançando o atacante do Paris Saint-Germain pelas costas da defesa sueca com um passe decisivo primoroso, e fez o mesmo para o segundo gol de Mbappé no duelo.

Franceses comemoram gol de Mbappé contra a Suécis (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)
Franceses comemoram gol de Mbappé contra a Suécis (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Olise esteve perto de marcar em mais de uma ocasião, acertando a trave com uma tentativa acrobática audaciosa no primeiro tempo e desperdiçando um frente a frente no segundo, mas nada disso ofuscou a sua exibição.

As duas assistências desta terça-feira o colocam no mesmo patamar de Diego Maradona (cinco) na segunda posição do ranking de maiores garçons em uma única Copa do Mundo. Mais uma o igualaria ao desempenho de Pelé em 1970 (seis), que é o recorde absoluto.

Como a França deverá ser amplamente favorita diante do Paraguai nas oitavas de final, o jogador de 24 anos terá ao menos dois jogos a mais para igualar e superar a marca, o que poderia colocá-lo definitivamente na disputa para ser eleito o melhor jogador do mundo.

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Uma geração de ouro não garante o sucesso na Copa do Mundo

A França parece imparável no momento, com um elenco de alto nível rodando a todo vapor. Mas, como muitas seleções podem atestar, uma “geração de ouro” nem sempre termina com um troféu.

O exemplo mais emblemático de uma geração dourada que não cumpriu o esperado é o da Bélgica, que alinhou em inúmeras ocasiões Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois, Romelu Lukaku, Toby Alderweireld e Jan Vertonghen no mesmo time. Os Diabos Vermelhos não conquistaram nenhum título na segunda metade dos anos 2010, e os torcedores ainda tentam entender o que saiu errado.

Didier Deschamps parabeniza Kylian Mbappé (Foto : IMAGO / PRESSE SPORTS / Lahalle Pierre)

Em linha parecida, a Inglaterra contou por muito tempo com Steven Gerrard, Paul Scholes e Frank Lampard no meio-campo, John Terry e Rio Ferdinand na defesa e Wayne Rooney no ataque, sem nunca erguer nenhum troféu.

Hoje, o quarteto ofensivo francês formado por Mbappé, Olise, o detentor da Bola de Ouro Ousmane Dembélé e o astro do PSG Barcola é, sem dúvida, o conjunto de atacantes mais poderoso desta Copa do Mundo. O restante do elenco também conta com jogadores de altíssimo nível.

Ainda assim, os Bleus parecem se alimentar do peso das expectativas sobre eles, e se sentem alguma pressão vinda de fora do grupo, disfarçam com maestria.

A França é muito mais do que suas estrelas ofensivas na Copa do Mundo 2026

A seleção de Deschamps é a melhor ataque desta Copa do Mundo 2026, com 13 gols marcados, e a força de fogo de seus jogadores mais famosos fala por si só.

No entanto, a força da França vai além dos nomes que dominam as manchetes, algo evidenciado pelo fato de ter sofrido apenas dois gols até aqui.

Essa solidez defensiva tem como um de seus pilares o papel de volante ancorante do meio-campo do Real Madrid, Aurélien Tchouaméni, além da dupla de zagueiros formada por William Saliba, do Arsenal, e Dayot Upamecano, do Bayern.

Dayot Upamecano pela seleção da França (Foto: Imago)
Dayot Upamecano pela seleção da França (Foto: Imago)

Ao olhar para o banco de reservas desta terça-feira, seria honesto admitir que as opções disponíveis para Deschamps seriam titulares em praticamente qualquer outra seleção do Mundial. Désiré Doué, um dos jovens mais talentosos da Europa, entrou no final do jogo no lugar de Dembélé, enquanto Rayan Cherki, o principal criador do Manchester City na temporada 2025-26, foi introduzido a cinco minutos do fim.

Para reforçar ainda mais o argumento, Warren Zaïre-Emery, do PSG, que dominou o Liverpool nas quartas de final da Champions League nesta temporada, ainda não entrou em campo na América do Norte.

Esse luxo de opções, aliado à fluidez coletiva dos Bleus, coloca a França como a grande favorita ao título frente a rivais como Argentina, Espanha e Inglaterra.

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