Nova Zelândia 1×3 Egito: Salah demora, mas encontra protagonismo para fazer história
Camisa 10 e capitão da seleção egípcia desencanta com grande atuação na Copa do Mundo
Mohamed Salah relembrou seus melhores tempos de Liverpool na noite deste domingo (21). O Faraó colocou a bola debaixo do braço e garantiu a virada do Egito sobre a Nova Zelândia, 3 a 1, pela segunda rodada do grupo G da Copa do Mundo. Em Vancouver, Canadá, a seleção africana conquistou sua primeira vitória em mundiais.
Para isso, contou com seu craque. O camisa 10 e capitão, após um primeiro tempo apagado, surgiu para marcar um belo gol partindo da ponta direita para dentro, que confirmou a virada. Em escanteio cobrado na primeira trave, deu a assistência para Mahmoud Trézéguet fazer o terceiro. Antes, Mostafa Ziko tinha empatado. Finn Summan foi o autor do gol neozelandês que abriu o placar.
Salah, maior artilheiro egípcio em Copas do Mundo com três gols — tinha marcado dois em 2018 — e o único a marcar em duas edições diferentes, finalmente chamou o protagonismo para si depois de os Faraós precisarem de heróis menos midiáticos.
Nova Zelândia x Egito: como foi o jogo
A primeira parte até teve, em números, um certo equilíbrio, mas o lado neozelandês foi superior. O Egito teve uma atuação pobre ofensivamente, com poucas alternativas para acionar seus melhores jogadores. Os All Whites, à sua maneira rápida e vertical, exigiram duas defesas de Mostafa Shobeir, além do gol de Summan.
Esse cenário, porém, se inverteu no segundo tempo. Em dez minutos, já tinha finalizado mais vezes do que nos primeiros 45. Aos 12, o empate; com 21, a virada. A seleção egípcia transformou um time limitado em muito intenso. A Nova Zelândia, que quase ampliou em defesaça de Shobeir logo aos seis minutos, sentiu os gols e mais nada fez.
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Salah brilha depois de surgirem outros protagonistas no Egito
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A virada com assinatura do Rei Egípcio só foi possível porque outros jogadores brilharam antes. Era uma atuação fraca do camisa 10, mas Emam Ashour e Ziko chamavam a responsa. O primeiro, que já tinha marcado um belo gol para garantir o empate com a Bélgica na estreia, deu a “pré-assistência”, abrindo na ponta direita para que Mohamed Hany cruzasse no gol que igualou o placar.
Ziko, antes de marcar de cabeça, só não balançou as redes porque Summan bloqueou um chute que seria gol, já naquele momento de melhora dos egípcios após o intervalo.
Salah, então, surgiu para desequilibrar, ilustrando a maior qualidade técnica do elenco. Precisou da “parede” de Ziko na área, só escorando para completar a tabela, antes da batida colocada do camisa 10. No primeiro jogo, o craque até deu a assistência para Ashour, mas não teve uma atuação marcante. Agora, se ele marcar outro gol, iguala Hossam Hassan — seu técnico atual — como maior artilheiro da história de seu país.
Ainda falta Omar Marmoush
Se o ídolo do Liverpool, enfim, desencantou, ainda falta a “estreia” do segundo melhor jogador dos Faraós na Copa do Mundo. Omar Marmoush, do Manchester City, tem tentado desequilibrar. Finalizou oito vezes somando os dois jogos, mas não acertou o gol.
Só metade dos chutes foram dentro da área, o que prova que o problema não é só ele. Sendo um atacante de muita velocidade e ataque ao espaço, não recebeu lançamentos ou passes em profundidade que o colocassem nas condições ideais.
Para um jogador diferenciado, porém, se espera mais. Terá chance de se provar na próxima rodada, contra o Irã, e na fase de 16 avos, que o Egito está praticamente garantido. Será o primeiro mata-mata deles desde que foi implementada a fase de grupos — em 1934, quando foram eliminados no primeiro jogo, a competição iniciava nas oitavas de final.