‘Eu diria não’: Ex-Arsenal critica quem deixa seleções africanas como segunda opção
Atacante marfinense comenta também situação do goleiro Lafont, que optou pela Costa do Marfim depois de não ser considerado na França
Jogadores com dupla nacionalidade podem escolher qual seleção desejam representar, e esse assunto ganha contornos ainda maiores às vésperas de grandes torneios como a Copa do Mundo. Nicolas Pépé, do Villarreal, falou sobre isso ao ser entrevistado por “Just Riadh” no “YouTube”.
O atacante nasceu na França, mas teve a Costa do Marfim como primeira escolha quando se tratou de seleção.
— Um jogador que escolhe primeiro a seleção da França e depois uma africana? Vou dar minha opinião. Se um jogador faz isso e eu sou o técnico ou o presidente da federação, diria não na hora. Isso significa, por exemplo, que a Costa do Marfim é sua segunda opção. Independente do jogador, para mim, é não — declarou Pépé ao youtuber em vídeo divulgado na sexta-feira (5).
O atleta afirmou que não é fácil conseguir um lugar de destaque no plantel francês. “Mesmo sendo craque, tem caras que são vinte vezes mais craques. Ai você olha para a segunda opção”, relatou.

Costa do Marfim tem exemplo recente de atitude criticada por Pépé
O caso do goleiro Alban Lafont, emprestado pelo Nantes ao Panathinaikos, foi relembrado durante a entrevista. Natural de Uagadugu, em Burkina Faso, ele ansiava vestir a camisa francesa, inclusive o fez no sub-21 e foi convocado por Didier Deschamps em 2022 após uma lesão de Hugo Lloris.
Lafont não entrou em campo na ocasião e não voltou a ser chamado posteriormente. Se cogitou que o arqueiro defenderia o país natal, que tentou convencê-lo, porém, ele tomou caminho mais surpreendente e optou pela Costa do Marfim.
O técnico da seleção marfinense, Emerse Faé, o convocou pela primeira vez na Data Fifa de setembro de 2025 por meio do laço materno. A bisavó do jogador nasceu no país e lhe proporcionou esse passe.
Pépé garantiu não haver nenhum tipo de animosidade da parte dele ou dos demais representantes da Costa do Marfim em relação ao goleiro ou outros que possam ter situação semelhante.
— Nós não ligamos. A gente zoa mas, no fundo, não é um problema. Lafont é de Burkina Faso, mas escolheu a Costa do Marfim. É isso. Ele não é marfinense, mas tem o passaporte — enfatizou.

O arqueiro do Panathinaikos ainda não tem lugar cativo na equipe marfinense e deve acumular boas atuações no clube para conquistar uma chance na Copa Africana de Nações entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e na Copa do Mundo do ano que vem.
O sorteio colocou a seleção africana no Grupo E do Mundial, ao lado de Alemanha, Equador e Curaçao.



