México x Coreia do Sul: Anfitriões apostam em virtudes de artilheiro que ofuscou Cristiano Ronaldo
Atacante da seleção mexicana foi um dos destaques da primeira rodada da Copa do Mundo
A seleção mexicana abriu a Copa do Mundo no Estádio Azteca com uma vitória contundente diante da África do Sul e um personagem chamou atenção: Julian Quiñones. O atacante do Al-Qadisiah, da Arábia Saudita, balançou as redes uma vez e foi um dos destaques da primeira rodada do Mundial.
Porém, o desempenho de Quiñones não surpreende, principalmente se for recordado a sua perfomance ao longo da última temporada. O atacante da seleção mexicana se sagrou artilheiro da Saudi Pro League, com 33 gols em 31 jogos, à frente de estrelas como Ivan Toney, do Al-Ahli (31 tentos), e, lógico, Cristiano Ronaldo (28).
O feito de Quiñones vai além quando o contexto é analisado, já que o atacante mexicano não é propriamente um camisa 9 e divide o ataque do Al-Qadisiah com Mateo Retegui, o principal centroavante italiano da atualidade.
Retegui foi contratado pelos sauditas após temporadas impactantes na Série A com o intuito de gerar uma concorrência a mais para os artilheiros da liga: CR7, Toney e Karim Benzema. No entanto, quem roubou a cena foi Julian Quiñones.
Forte, de estatura média (1,77m) e muita explosão, Quiñones apresenta ferramentas de finalização diversas e já deu indícios ao mundo de sua capacidade no último terço do campo, convertendo-se na referência ofensiva do México nesta Copa do Mundo.
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Como saem os gols de Quiñones
Durante a temporda 2025/26 na Arábia Saudita, Julián Quiñones balançou as redes 37 vezes, 33 na Saudi Pro League e outros quatro na Copa do Rei Saudita. O mais interessante desta análise é entender como esses gols foram marcados e destrinchar as ferramentas de finalização do grane destaque mexicano na Copa do Mundo até então.
Destro, Quiñones naturalmente marcou consideravelmente mais gols com sua perna dominante do que com outras partes do corpo durante a Saudi Pro League. Foram 23 dessa forma, sendo apenas dois deles de pênalti. Das demais atribuições, cinco foram com a perna esquerda, quatro de cabeça e um com o peito. Em questão do conceito por trás destes tentos, 13 foram anotados a partir do ataque ao espaço, sua grande característica. Isso evidencia, inclusive, a boa leitura de posicionamento e ocupação da área por parte do atacante do Al-Qadisiah, que também marcou algumas vezes em rebotes.
Uma outra situação bastante relevante é a capacidade de pressão de Julián Quiñones. Por ser uma máquina física, logo de intensidade, o atacante é excelente para equipes que buscam marcar em bloco alto e este foi um artíficio muito utilizado pelo técnico Brendan Rogers durante a temporada saudita.
Na seleção, esta tendência também foi colocada à prova. O gol marcado por Quiñones na primeira rodada do Mundial foi a partir de uma pressão na saída de bola da África do Sul. Neste caso, não podemos tratar como uma ação individual, mas sim sistêmica.
Aos 29 anos, Julián Quiñones mostra ao mundo o papel do atacante moderno e que, cada vez mais, torna-se o sonho dos treinadores pelo mundo. Nesta quinta-feira (18), ele terá mais uma oportunidade para se provar ainda mais, no duelo contra a Coreia do Sul, marcado para às 22h (horário de Brasília), no Estadio AKRON, em Guadalajara.