Copa do Mundo

Messi: “A Argentina está de volta a uma final da Copa e temos que aproveitar”

Prestes a disputar a sua segunda final de Copa do Mundo, Messi falou sobre tudo que tem acontecido e ressalta espírito do grupo e desejo de ser novamente campeão do mundo

A Argentina vai disputar a sua sexta final de Copa do Mundo no próximo domingo, dia 18, e tem novamente a esperança, ou ilusiõn, como dizem em espanhol, depositado no seu craque, o gênio da camisa 10, Lionel Messi. Depois da vitória por 3 a 0 sobre a Croácia na semifinal, Messi comentou sobre tudo que tem acontecido. Sobre ser o seu melhor Mundial, a sua última Copa, sobre o sacrifício e o espírito de grupo e o desejo imenso de conquistar o tão esperado título, que não vem desde que Diego Maradona vestia essa mesma camisa 10 da Argentina, na Copa do Mundo de 1986.

“Muita felicidade poder conseguir isso. Terminar meu caminho nas Copas jogando minha última partida em uma final. É algo muito emocionante tudo que vivi nesta Copa, o que as pessoas viveram, como as pessoas estão desfrutando na Argentina”, comentou o camisa 10 na zona mista após o jogo, segundo o Olé. Perguntado se a final será o seu último jogo em Copa, Messi confirmou. “Sim, seguramente sim. São muito anos para o seguinte e não creio que seja possível para mim. E terminar desta maneira é o máximo”, disse ainda o jogador.

Messi ainda foi perguntado sobre o recorde de gols em Copas pela Argentina, superando Gabriel Batistuta, além de ter igualado o número de jogos em Copas de Lottar Mathäus – irá superá-lo ao entrar em campo na final da Copa no domingo. “Como venho dizendo, o que queremos é o outro. Está bem tudo isso, mas o importante é poder conseguir o objetivo grupal que é o mais lindo de tudo. Estamos a um passo depois de lutar muito e vamos tentar dar o máximo como fizemos até agora para que desta vez aconteça”.

Desfrutando a seleção

“Faz um tempo que tenho desfrutado muito na seleção, que venho desfrutando tudo que está acontecendo. Ter conseguido a Copa América, chegar a esta Copa com 36 partidas invictas e terminar tudo isto na final da Copa é incrível. Me dá muita felicidade ver a minha família ver a maneira que está vivendo e como venho dizendo. É uma felicidade extra ver como eles aproveitam e como sentem também. Eles me acompanharam em toda a minha carreira, que sofreu ao meu lado, que aproveitou muito também, porque tive a sorte de aproveitar muito e viver coisas extraordinárias. E feliz por tudo isso”.

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O time jogou cinco finais na Copa

“A equipe e o grupo jogaram as cinco finais, como tínhamos que jogar. Que cada jogo entendesse os momentos, entendesse o que tinha que ser feito em cada jogo. Às vezes jogamos melhor, às vezes pior, às vezes foram situações extremas… Não é fácil jogar cinco finais, não é fácil entrar em campo pensando que tem que ganhar e se não sair… E temos feito isso desde o segundo jogo. Isso é um desgaste mental muito grande e esse grupo soube superar isso. Jogamos cinco finais e ainda temos mais uma”

Julián Álvarez

“Ninguém imaginava que Julián teria a participação e o peso que está tendo neste Mundial. E para nós é fundamental. É algo espetacular e a ajuda que nos deu durante todo este Mundial e fez uma partida extraordinária, abrindo a partida, correndo por todos, chocando com todos. Lutando. Para nós neste Mundial foi uma aparição extraordinária. E merece, porque é um garoto estupendo”.

Mensagem ao povo

“Que desfrutem. Que desfrutem de tudo isso. É impressionante o que fizemos, é a sexta final que vamos jogar na nossa história. E nada… Já sabem: que não tenham dúvidas que vamos tentar dar o máximo, como estamos dando em todas as partidas. Mas além de ganhar ou perder, acredito que a as pessoas entenderam que precisam desfrutar e que este processo deste grupo foi extraordinário. Ganhando a Copa América, chegando à Copa com 36 partidas de invencibilidade, agora chegando à final do Mundial. Obviamente que todos queremos levantar a taça, ser campeões do mundo, mas é uma partida de futebol e pode acontecer de tudo. E sim, espero que desta vez seja diferente do Brasil”.

Melhor Copa do Mundo?

“Não sei se é a minha melhor Copa do Mundo, estou desfrutando muito isso há um tempo, desde que chegamos. O que vivemos desde que começamos a perder, sabemos o que somos e o que esse grupo pode dar. A Argentina está de volta a uma final da Copa e temos que aproveitar, vamos dar tudo na final, renunciar a tudo para tentar vencer”.

“Sabíamos que podíamos fazer isso, não mentimos em nenhum momento, não éramos os principais candidatos, mas não íamos entregar nos entregar. Saindo de uma fase muito difícil, estávamos muito confiantes, pode ser que aconteça ou não, pequenos detalhes mudam um jogo. Este grupo foi claro sobre isso, além do fato de que tínhamos que começar perdendo”.

“Estou gostando muito de tudo isso, me sinto forte para enfrentar cada jogo. Temos feito sacrifícios muito grandes, como jogar uma prorrogação que não foi fácil. Chegamos cansados, ​​mas o grupo deu um pouco a mais, um jogo muito sério foi assim que nos preparamos. Sabíamos que eles iam ter muita posse de bola e que íamos ter as nossas oportunidades. Foi um jogo muito bem preparado como sempre fazemos, e estou contente, estou gostando muito”.

Elogios a Scaloni

“Acho esse grupo muito inteligente, eles sabem ler os momentos de cada jogo. Scaloni já havia dito isso, eles sabem sofrer quando têm que sofrer, ler os jogos, quando retirar e quando pressionar. Com uma comissão técnica muito boa que não deixa nada ao acaso. Cada detalhe mostra para você e depois passa. Sabíamos que o jogo ia ser assim e por isso não nos desesperamos, sabíamos que seria a nossa força quando recuperou porque os três do meio deixaram muito espaço. Um pouco de tudo isso, é o que este grupo tem”.

“Viemos invictos e começando o Mundial assim com um rival que a priori não pensávamos que iríamos perder, passar naquele teste foi mostrar o quão forte é o grupo. O que fizemos é muito difícil, foram todas finais e é um grande desgaste, sabíamos que tínhamos cinco finais e tínhamos que vencê-las, esperamos que a próxima seja assim. Estávamos confiantes, sabemos o que somos como grupo, como equipe. Perdemos o primeiro jogo em detalhes”.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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