O que mudou em França e Marrocos desde semifinal da Copa do Mundo de 2022
Seleções voltam a se enfrentar em um mata-mata de Mundial depois de quatro anos
França e Marrocos voltam a se enfrentar em um mata-mata de Copa do Mundo após quatro anos. Nesta quinta-feira (9), as equipes se encontram às 17h (de Brasília), no Estádio de Boston, em Foxborough, pelas quartas de final. Clima de revanche do lado africano, enquanto os franceses chegam ao duelo querendo manter o domínio e favoritismo no Mundial.
Desde o último encontro entre as equipes, em que a França venceu por 2 a 0 no Catar e avançou para enfrentar a Argentina na final, Marrocos passou por diversas mudanças. Naquela ocasião, a equipe era comandada por Walid Regragui, que chegou ao Mundial tendo assumido a seleção no mesmo ano e se tornou a primeira do continente africano a chegar à semifinal no torneio.
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A vitória por 2 a 0 foi mais apertada do que o placar deu a entender. Marrocos, eliminado, disputou a decisão de terceiro lugar, sendo novamente derrotado, desta vez pela Croácia. Já a França, que segue sob o comando de Didier Deschamps, ficou com o vice-campeonato mundial depois de empate por 3 a 3 com a Argentina e derrota na decisão por pênaltis.
Marrocos passou por mudanças no comando técnico e no estilo de jogo
Para o confronto nesta quarta-feira, Marrocos não terá Regragui à beira do campo. Responsável pelo melhor resultado a seleção em uma Copa do Mundo, o treinador deixou o comando técnico às vésperas do Mundial, pouco tempo depois do vice-campeonato na Copa Africana de Nações (CAN) — que foi entregue posteriormente a Marrocos diante da confusão na decisão com Senegal.
Em seu lugar, a Federação Marroquina escolheu Mohamed Ouahbi, que já havia trabalhado nas categorias de base do país. A base da seleção foi mantida para a Copa do Mundo, mas com uma mudança em relação a 2022. Enquanto Marrocos era uma equipe mais reativa no Catar, passou a propor o jogo e construir a partir do seu campo — fruto de jogadores como Achraf Hakimi e Ayyoub Bouaddi, grande promessa da equipe neste Mundial.
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Em 2026, Marrocos enfrentou Brasil, Escócia e Haiti na primeira fase, e passou por Países Baixos e Canadá no mata-mata. Ainda conta com problemas defensivos, e foi vazado em três dos cinco confrontos até aqui. Mas tem um ataque mais perigoso do que aquele que terminou em quarto lugar no Catar.
Yassine Bounou, Hakimi e Azzedine Ounahi continuam no time titular. Sofyan Amrabat, titular e destaque em 2022, continua no elenco nesta Copa do Mundo, mas perdeu espaço entre os 11 iniciais justamente para Bouaddi.
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França encontra Deschamps renovado em sua última Copa do Mundo
Já a França, diferentemente de Marrocos, manteve seu treinador desde o Mundial de 2022. Didier Deschamps chega à sua quarta Copa do Mundo no comando da seleção francesa, e em busca de seu terceiro título mundial (um como jogador e outro como técnico). Para isso, no entanto, promoveu uma mudança completa na formação dos Bleus.
Olivier Giroud, titular em 2022 naquela partida contra o Marrocos, deixou a seleção. Em seu lugar, Deschamps optou por um ataque mais móvel, e em um quarteto ofensivo — semelhante ao que Carlo Ancelotti almejava para o Brasil. Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé continuam como titulares, enquanto Michael Olise e Bradley Barcola ou Desiré Doué completam o time.
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Antoine Griezmann, destaque da França nas duas últimas Copas, já não faz mais parte dos planos de Deschamps. Por isso, a reformulação do esquema tático da equipe, para um 4-2-3-1, com Mbappé, artilheiro da França, como referência no ataque. Nesta Copa do Mundo, ele é responsável por sete dos 14 gols marcados pela França.
A defesa também passou por mudanças desde o encontro com Marrocos. No lugar de Varane e Konaté, chegam Upamecano e Saliba. E Hugo Lloris, capitão e titular no gol, dá espaço para Mike Maignan nesta Copa do Mundo.