Copa do Mundo

Marrocos deu calor na Espanha e arrancou o pontinho que fez muito por merecer

Seria injusto que Marrocos terminasse sua participação sem nenhum ponto. Havia feito duas belas partidas contra Irã e Portugal, com o talento do seu meio-campo criando oportunidades de gol que, infelizmente para o time, foram muito mal aproveitadas. Já eliminado, encarou a Espanha, em duelo de quente rivalidade. Houve discussões acaloradas e entradas duras. E Marrocos ameaçou a vaga da rival nas oitavas de final. Chegou a estar duas vezes à frente no placar, mas acabou levando o empate em ambas. No fim, o 2 a 2 e o ponto que com ele veio foram um prêmio merecido para o ótimo Mundial que os marroquinos fizeram.

O primeiro susto

Fiéis aos seus estilos, Marrocos e Espanha fizeram um primeiro tempo agradável de se assistir. A Espanha ficou com a bola a maior parte do tempo, mas os africanos chegavam com perigo, graças à qualidade dos seus meias. A linha defensiva dos europeus ficou bastante adiantada, também como é comum, e Marrocos aproveitou, graças a um vacilo entre Iniesta e Sergio Ramos. O meia ficou no meio do caminho entre dominar a bola e dar o passe. Ramos hesitou, e Khalid Boutaib roubou. Avançou sem marcação e tocou na saída do goleiro. Naquele momento, com o empate entre Irã e Portugal, a Espanha estava a mais um gol de Marrocos de ser eliminada da Copa do Mundo. 

Don Andrés

A Espanha construiu muito bem o gol de empate. Iniesta começou a jogada com Isco, que tocou para Diego Costa. O atacante abriu de volta para Iniesta, que entrou no espaço aberto na linha defensiva marroquina, tirou a marcação com um toque e passou para trás. Isco encheu o pé para empatar e dar mais tranquilidade para os espanhóis.

Marrocos perigoso

Marrocos teve uma postura excepcional nesta partida. Conseguiu minimizar as chances da Espanha e, no fim, ameaçou mais. Boutaib entrou sozinho dentro da área, pela esquerda, mas adiantou demais e chutou em cima de De Gea. No começo do segundo tempo, Amrabat arriscou de longe e explodiu o travessão. 

Quem não faz toma

Isco cabeceou na segunda trave. A bola tinha destino certo. Mas Saiss cortou em cima da linha. Na cobrança seguinte de escanteio, Piqué cabeceou com muito perigo. Foi a chance mais clara da Espanha até então, com exceção do gol. O desperdício seria castigado. Marrocos reclamou de um toque de mão de Piqué, que estava com o braço junto ao corpo. Escanteio. En-Nesyri subiu muito alto, ganhou de Sergio Ramos e mandou para as redes.

O segundo susto 

A situação ficou complicada para a Espanha, mais uma vez. Dois gols a eliminariam: um na outra partida, e mais um do Marrocos. De qualquer maneira, estava caindo para o segundo lugar do grupo e marcando encontro com o Uruguai. Ao mesmo tempo, tudo mudou de novo, com uma revisão quase simultânea do assistente de vídeo nos dois jogos. Um pênalti foi marcado para o Irã, que empatou com Portugal. E Iago Aspas, de letra, empatou a partida para a Espanha. Depois de todo o drama, o grupo ficou exatamente como estava antes do começo da última rodada.

Ficha técnica

Espanha 2 x 2 Marrocos

Local: Estádio de Kaliningrado, em Kaliningrado
Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Gols: Khalid Boutaib e Youssef En-Nesyri (MAR); Isco e Iago Aspas (ESP)
Cartões amarelos: Karim El Ahmadi, Nordin Amrabat, Manuel da Costa, Mbark Boussoufa, Munir e Achraf Hakimi (MAR)

Espanha: David de Gea; Dani Carvajal, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Sergio Busquets, Thiago (Marco Asensio), Iniesta, David Silva (Rodrigo) e Isco; Diego Costa (Iago Aspas). Técnico: Fernando Hierro

Marrocos: Munir; Nabil Dirar, Manuel da Costa, Romain Saiss e Achraf Hakimi; Mbark Boussoufa, Karim El Ahmadi, Nordin Amrabat, Younes Belhanda (Faycal Fajr) e Hakim Ziyech (Aziz Bouhaddouz); Khalid Boutaib (Youssef En-Nesyri). Técnico: Hervé Renard

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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