Copa do Mundo

Escolhemos os maiores golaços do Brasil na história da Copa do Mundo

Com mais gols na história dos Mundiais, seleção brasileira tem coleção dos mais diferentes tipos de golaços

A história do pentacampeão mundial Brasil nas Copas do Mundo é enorme. É a seleção com mais títulos, mais jogos, única a participar de todas as edições e, como a maior artilheira com 237 gols, soma vários golaços desde a primeira disputa, em 1930.

Tem chutaços de fora da área, jogadas individuais que só a técnica de um atleta nascido no Brasil faria e gols em belas tramas de passe, que ilustram o “Jogo Bonito”, termo que os estrangeiros adoram usar para definir o futebol brasileiro. Com o torcedor verde-amarelo no sonho para o hexa, a Trivela reuniu os seis maiores golaços da seleção brasileira em Mundiais.

Pelé comemora gol na final da Copa do Mundo de 1970
Pelé comemora gol na final da Copa do Mundo de 1970 (Foto: IMAGO / Varley Media)

Carlos Alberto Torres, Brasil x Itália — 1970

Quando se pensa em seleção brasileira e Copa do Mundo, é o primeiro gol que vem à mente. É a ilustração perfeita do time mais brilhante da história da competição. Com o placar já 3 a 1 na decisão contra a Itália, o Brasil seria tri de qualquer jeito no México. Mas o selecionado treinado pelo Mário Lobo Zagallo precisava fazer mais.

Oito jogadores diferentes tocaram na bola no golaço que fechou a vitória na final da Copa de 1970.

Começa com Tostão roubando a bola no campo de defesa, passando para Piazza, Clodoaldo, Pelé e Gersón, até que volta para Clodoaldo limpar quatro italianos antes de servir Rivellino na lateral esquerda. Um lançamento para o ataque vem para Jairzinho, que corta para dentro e serve Pelé por dentro. O Rei abre na ponta direita, onde Carlos Alberto Torres se projeta e marca de primeira em finalização cruzada. A jogada dos sonhos de todo fã de futebol.

Talvez só o gol de Diego Armando Maradona em 1986, driblando quase todo o time da Inglaterra, seja maior e mais bonito na história do esporte.

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Pelé, Brasil x Suécia — 1958

Se, quando fala da Seleção, o gol lembrado é o de Carlos Alberto Torres, no momento em que o assunto é Pelé, a magia feita pelo Rei na final do Mundial de 1958 entra em cena. Com apenas 17 anos, o garoto que seria o maior do esporte já vinha de um grande torneio até a decisão contra a Suécia. No mata-mata, deixou sua marca contra País de Gales e França — na semifinal, com direito a hat-trick.

Frente aos suecos, o atacante colocou seu nome de vez nos holofotes. Em cruzamento alto de Nilton Santos, dominou no peito já tirando um marcador, deu um chapéu no zagueiro seguinte e, sem deixar a bola quicar, bateu para fazer o terceiro brasileiro naquele 29 de junho de 1958. Ele ainda marcaria o último gol da vitória por 5 a 2, que deu o primeiro título mundial aos brasileiros.

Sócrates, Brasil x União Soviética — 1982

A Seleção de Telê Santana em 1982 ficou conhecida pelo estilo de jogo associativo de trocas de passes e muita movimentação. O gol mais bonito daquela campanha, que terminou com eliminação para a Itália, no entanto, veio com brilho individual.

Logo na estreia contra a União Soviética, o Brasil perdia após mais de uma hora de jogo. Até que, em sobra de cruzamento, Sócrates dominou de fora da área, deixou um adversário no chão, driblou outro e mandou de perna direita um petardo no ângulo. Golaço do Doutor que iniciou a virada brasileira.

A trajetória foi recheada de golaços históricos, até no mesmo jogo, com um pombo sem asa de longe de Éder Aleixo, além de, em outras partidas, ele ter feito uma cobertura espetacular, Zico ter marcado de falta no ângulo e de voleio e Paulo Roberto Falcão em outra batida razante de fora da área. Festival de craques brasileiros e lindos gols.

Jairzinho, Brasil x República Checa — 1970

O Furacão da Copa de 70, logo na primeira rodada, iniciou com tudo a trajetória que terminou com o tri. No terceiro gol da vitória por 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia, Gérson teve todo o espaço do mundo no meio-campo e, sem pressão, deu um lançamento na medida rumo à área.

Jairzinho esperou a bola quicar, viu a saída do goleiro e aplicou um belo chapéu sobre o adversário, dominando no peito e fuzilando as redes.

Foi o primeiro gol do camisa 7 na competição. O segundo foi no mesmo jogo, em lance genial individual, superando três defensores até marcar. Ele faria mais cinco, deixando sua marca em todas as partidas da campanha da seleção brasileira.

Richarlison, Brasil x Sérvia — 2022

Não é um jogador com a técnica tão apurada ou com uma carreira vencedora como outros nomes da lista, mas seu gol é um dos mais bonitos da história do Brasil na história das Copas. Em 2022, Richarlison era o camisa 9 brasileiro e até que fez um bom Mundial. Logo em sua estreia, fez dois gols, um deles uma pintura.

Um cruzamento de Vinicius Júnior veio para trás da linha do corpo do atacante, que deu um jeito de dominar com a canhota. A bola subiu e ficou na altura ideal para um giro em um voleio perfeito. A finalização foi certeira, direto às redes. O tento foi eleito o melhor da competição.

Richarlison marcaria outra vez nas oitavas de final contra a Coreia do Sul, mas passou em branco na eliminação para a Croácia na fase seguinte.

Nelinho, Brasil x Itália — 1978

Talvez seja um dos gols mais improváveis da história das Copas. A bola estava na ponta direita, quase no bico da grande área. O lateral Nelinho tinha espaço, é verdade, mas o gol estava muito longe. Ele decidiu mandar um pombo sem asa, direto na bochecha da rede após uma curva inacreditável, para empatar a disputa pelo terceiro lugar contra a Itália. Se fosse nos dias de hoje, medido pelo índice de gols esperado (xG), seria uma finalização com baixíssima chance de gol.

Naquela mesma competição na Argentina, contra a Polônia, Nelinho fez um golaço de falta no canto do goleiro, em outra batida violenta, uma prova da força e precisão de seu chute que marcaram sua carreira.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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