Copa do Mundo

Kane garante os pontos em estreia que deu ótimos sinais e algumas preocupações à Inglaterra

A seleção inglesa atuou no primeiro tempo da vitória por 2 a 1 sobre a Tunisia de uma maneira que não fazia há muito tempo na Copa do Mundo. Talvez tenha sido a seleção da Rússia que mais criou oportunidades em um espaço curto de tempo. E oportunidades de qualidade. Nada de chutes despretensiosos: bolas na pequena área, prontas para serem empurradas às redes. Mas acabou sofrendo porque seus atacantes não conseguiram concluir essas situações. Após empatar com um pênalti bobo de Walker, a Tunísia conseguiu anular o ataque inglês e produziu um segundo tempo muito mais travado. Nos minutos finais, na bola parada, Harry Kane conseguiu selar a vitória. A Inglaterra deu ótimos sinais de organização, velocidade e associação dos seus jogadores no primeiro tempo. Mas deixou preocupações para quando precisar furar defesas no segundo. 

Hassen

O goleiro Mouez Hassen teve uma atuação fantástica na estreia da Tunísia. E ela durou apenas 13 minutos, já o bastante para colocá-la entre uma das melhores da primeira rodada. Henderson deu um belo passe para Dele Alli. O cruzamento encontrou Sterling, mas a zaga africana conseguiu o corte. No entanto, Alli não desistiu do lance e fez o desarme mais uma vez colocando a bola na entrada da pequena área. Lingard apareceu para bater, e Hassen defendeu com os pés. Pouco depois, o goleirão pulou muito alto para tirar a bola da cabeça de Kane e defendeu a pedrada de Stones, em cobrança de escanteio pela esquerda. No entanto, não pode fazer nada no rebote, e Kane abriu o placar. Hassen sofreu uma lesão e teve que ser substituído por Ben Mustapha.

Massacre inglês

Com muita velocidade e passes precisos, a Inglaterra amassou a Tunísia nos primeiros 20 minutos. Além das chances defendidas por Hassen, teve uma ótima oportunidade com Sterling. Alli deu o passe em profundidade para Lingard, pela esquerda. O jogador do Manchester United cruzou a área para encontrar o do City, que, porém, perdeu a passada e não conseguiu fazer o movimento da finalização. Henderson, de fora da área, ainda exigiu defesa de Ben Mustapha. 

Ê Inglaterra….

Estava tudo bem para os europeus até os 32 minutos do primeiro tempo. Nenhuma pressão tunisiana. Mas a Inglaterra é uma das melhores do mundo em se complicar sozinha. Em uma jogada já morta, Kyle Walker abriu o braço no rosto do atacante Ben Youssef, e o árbitro marcou pênalti. Sassi bateu no canto, sem chances para Pickford, e empatou. 

Inglaterra perde chances 

O segundo gol quase saiu na sequência, mas Stones teve um momento bem constrangedor. A bola foi cruzada na área e desviada na primeira trave. A zaga da Tunísia tirou em cima da linha. Sterling tentou uma bicicleta, mas furou. Na sobra, Stones foi encher o pé na entrada da pequena área e… também furou! Pouco depois, Lingard recebeu nas costas da defesa e ficou cara a cara com Ben Mustapha. Deu um toquinho para desviar (ou dominar) e acertou a trave. O desperdício custaria caro.

Harry Kane

O segundo tempo foi completamente diferente do primeiro. A Tunísia conseguiu encontrar a fórmula para bloquear  os avanços ingleses. Uma linha de cinco na defesa, muito próxima de outra com três africanos à frente, fechando a entrada da área. A Inglaterra teve todas as dificuldades para furar a muralha. Tanto que dos 18 chutes que deu ao gol, apenas seis vieram depois do intervalo. Southgate fez duas trocas para tentar mudar o panorama: Rashford no lugar de Sterling, que errava muito, e Loftus-Cheek na vaga de Dele Alli. Não funcionou. No fim, quem apareceu para salvar foi Harry Kane. O artilheiro do Tottenham, capitão da equipe, marcou o seu segundo gol na partida. Maguire desviou o escanteio, e Kane apareceu na segunda trave para completar e garantir os três pontos.

Ficha técnica

Tunísia 1 x 2 Inglaterra

Estádio: Arena Volgogrado, em Volgogrado (RUS)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Gols: Harry Kane, duas vezes (ING) e Ferjani Sassi (TUN)
Cartões amarelos: Kyle Walker (ING)

Tunísia: Mouez Hassen (Ben Mustapha); Dylan Bronn, Syam Ben Youssef, Yassine Meriah e Ali Maàloul; Ellyes Skhiri, Fakhreddine Ben Youssef, Ferjani Sassi, Anice Badri e Naim Sliti (Mohamed Ben Amor); Wahbi Khazr (Saber Khalifa). Técnico: Nabil Maaloul. 

Inglaterra: Jordan Pickford; Kyle Walker, John Stones e Harry Maguire; Kieran Trippier, Jordan Henderson, Jesse Lingard (Eric Dier), Dele Alli (Ruben Loftus-Cheek) e Ashley Young; Raheem Sterling (Marcus Rashford) e Harry Kane. Técnico: Gareth Southgate

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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