Klopp: ‘Seleção brasileira tem um grande potencial, mas alguém precisa fazer isso’
Ex-treinador do Liverpool e do Borussia Dortmund exalta trabalho de Carlo Ancelotti em primeiro ano à frente do Brasil
Carlo Ancelotti parece ter conseguido encontrar o time ideal para a seleção brasileira depois da fase de grupos da Copa do Mundo — na visão do próprio treinador e pelo desempenho em campo. Classificado em primeiro lugar no Grupo C, o Brasil agora se prepara para o mata-mata sob o comando daquele que, na visão de muitos, é a melhor opção possível para a CBF.
Desejado pelo ex-presidente Ednaldo Rodrigues desde 2023, Ancelotti assumiu o comando da Seleção somente em maio de 2025. Em pouco mais de um ano, e depois de diversos testes táticos e técnicos, o italiano conseguiu chegar a algo próximo daquilo que ambicionava com a Amarelinha, diante do “talento” presente no futebol brasileiro.
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Jürgen Klopp, ex-treinador do Borussia Dortmund e do Liverpool, é outro nome que enxerga com bons olhos o talento nos 26 jogadores convocados por Ancelotti para a Copa do Mundo. Além disso, vê o treinador como o nome “ideal” para tirar o melhor de Vinicius Júnior, Raphinha, Matheus Cunha, entre outros nomes presentes no Mundial do Canadá, Estados Unidos e México.
— Se eu fosse brasileiro e me perguntassem o nome do técnico perfeito para a Seleção, não teria dúvidas: Carlo (Ancelotti). Ele consegue comandar qualquer seleção com um simples movimento da sobrancelha — afirmou o alemão, diretor de futebol da Red Bull, à “Gazzetta dello Sport”.
Ancelotti é o melhor nome para que o Brasil atinja seu potencial
Antes da chegada de Ancelotti, o Brasil viveu um período conturbado na era pós-Tite. O treinador nas Copas de 2018 e 2022 deixou o comando após a edição do Catar. Inicialmente, o desejo da CBF era contar com o italiano a partir da Copa América de 2024 — algo que não se concretizou. Por isso, Ednaldo deixou nomes “interinos” na seleção até lá.
Ramon Menezes e Fernando Diniz assumiram a seleção temporariamente; no início de 2024, com a primeira negativa de Ancelotti — que optou por estender seu vínculo com o Real Madrid —, a CBF foi atrás de Dorival Júnior, então treinador do São Paulo e atual campeão da Copa do Brasil. O fracasso na Copa América daquele ano, somado à uma campanha aquém nas Eliminatórias, resultou na queda do treinador e chegada do italiano em 2025.
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— Para mim, o Brasil tem um grande potencial, mas alguém precisa trazê-lo à tona. Falta um pouco de disciplina tática e não há ninguém melhor (do que Ancelotti) para ajudá-los a melhorar — afirmou Klopp.
Desde que chegou ao Brasil, o centro do trabalho de Ancelotti tem sido o setor defensivo. São essas as repetições mais comuns nos treinamentos da seleção brasileira, tanto na Granja Comary quanto no CT do New York Red Bulls, em Morristown, Nova Jersey. Ofensivamente, o italiano já disse que prefere não “encher os jogadores de ideias” para atrapalhar o funcionamento da equipe.
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Brasil dá primeiros sinais de evolução na Copa do Mundo
O Brasil evoluiu ao longo da campanha na Copa do Mundo. Contra Marrocos, em especial no primeiro tempo, a Seleção esteve aquém daquilo que poderia mostrar, e ficou no empate por 1 a 1 com os atuais semifinalistas; já contra Haiti e Escócia, as duas vitórias por 3 a 0 deram confiança ao trabalho do italiano.
Ancelotti pôde disputar apenas dez partidas no comando da seleção brasileira até anunciar sua lista com os 26 convocados para a Copa do Mundo. Por isso, nos amistosos contra Panamá e Egito, e nos dois primeiros duelos do Mundial, o treinador ainda estava buscando alternativas para a escalação e formação da equipe.
Nas 15 partidas de Ancelotti, o treinador nunca repetiu uma escalação. Terá a oportunidade, contra Japão, Países Baixos ou Suécia, nos 16-avos de final, de encerrar esta escrita. O Brasil entra em campo na próxima segunda-feira (29), no Estádio de Houston, às 14h (de Brasília), contra o segundo colocado deste Grupo F.