‘Um do Milan, um da Inter’: Ex-jogador revela bastidores de pênaltis da Itália na Copa de 1994
Demetrio Albertini também revelou detalhes de relação com Ancelotti, com quem trabalhou no Milan
A Copa do Mundo de 1994 é uma bela lembrança aos brasileiros, mas traumática para os italianos. Na decisão do torneio, a Azzurra foi derrotada nos pênaltis para a Canarinho, que conquistava seu quarto título do torneio.
Baresi, Massaro e Baggio perderam as cobranças para os italianos. No entanto, houve quem marcou seu nome na competição, justamente ao converter a penalidade. Demetrio Albertini, ex-Milan, Atlético de Madrid e Barcelona, foi um dos atletas que balançou as redes de Taffarel e manteve o sonho italiano vivo por mais um tempo naquela decisão. Além dele, Evani também converteu seu gol para a Azzurra.
— Perder uma final de Copa do Mundo daquela forma foi terrível. Mas, sabe, eu tinha 22 anos e toda a carreira pela frente. Eu tinha a imprudência e o espírito despreocupado do jogador mais jovem do grupo — revelou o ex-atleta em entrevista a “Gazzetta Dello Sport”.
Embora o jogador tenha assumido a responsabilidade para si, apesar da pouca idade, houve atletas que não quiseram se comprometer com as cobranças decisivas. Albertini evitou entrar em detalhes, mas criticou seus ex-companheiros de seleção que optaram por não estarem presente nos pênaltis.
— Lembro do Sacchi me perguntando se eu me sentia à vontade para bater o pênalti, e eu fui sem pensar. Enquanto isso, houve alguns que se esconderam atrás do banco só para evitar a cobrança. Nunca vou revelar os nomes, mas um deles jogava no Milan e o outro na Inter — completou o ex-atleta.

Questões com Ancelotti
Demetrio Albertini se aposentou dos gramados em 2005 e enquanto esteve dentro de campo, colecionou algumas polêmicas com os treinadores no qual trabalhou.
Um pouco antes de deixar o Milan, rumo ao Atlético de Madrid, em 2002, o jogador trabalhou com Carlo Ancelotti, que assumiu o time italiano em 2001 e permaneceu até 2009.
Com o treinador italiano, Albertini teve algumas questões. Inclusive, chegou a dizer ao técnico que jamais seria treinador, tudo para não se tornar como o comandante.
Apesar da dura fala, o jogador entende a problemática, mas afirmou que já se resolveu com o atual técnico da seleção brasileira.
— Vamos partir do princípio de que eu discuti com todos os treinadores que tive, acho que isso é um recorde. Com o Carlo, sim, nós discutimos, e eu fiz uma declaração muito forte. Mas depois tudo foi resolvido, temos uma excelente relação e eu o respeito muito como treinador — completou o ex-jogador.




