Inglaterra entra no mata-mata da Copa do Mundo 2026 com crise em uma posição
Thomas Tuchel tem problema para enfrentar a RD Congo no mata-mata do Mundial
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, enfrenta um sério problema na lateral-direita antes do mata-mata da Copa do Mundo 2026. Os ingleses garantiram a liderança do Grupo L com vitória por 2 a 0 sobre o Panamá em East Rutherford, terminando um ponto à frente da Croácia e dois acima de Gana.
Agora, o desafio da seleção inglesa é contra a República Democrática do Congo, que bateu o Uzbequistão e avançou ao mata-mata. O complicador é que Tuchel pode ter de lidar com a ausência de seus dois laterais-direitos.
Jarell Quansah foi forçado a deixar o campo durante a vitória sobre o Panamá. O defensor havia sido escalado justamente pela ausência de Reece James, que pode perder ao menos um jogo do mata-mata após sofrer uma lesão muscular no empate sem gols contra Gana.
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As duas baixas vão abrir espaço para questionamentos sobre a decisão de Tuchel de deixar Trent Alexander-Arnold fora de sua lista de 26 jogadores e de chamar o zagueiro Trevoh Chalobah, no lugar do lateral Tino Livramento, também cortado por lesão.
Com foco no que ainda pode ser controlado, a Trivela avalia as quatro opções de lateral-direito que Tuchel pode considerar caso James e Quansah não estejam disponíveis para a partida decisiva contra a RD Congo.
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Djed Spence
Spence foi para o banco depois de ter iniciado como lateral-esquerdo diante de Gana. O defensor destro foi justamente quem entrou quando Quansah saiu aos 63 minutos, o que o coloca como o candidato mais óbvio para iniciar na lateral-direita caso os dois lesionados não se recuperem a tempo.
Spence se sente à vontade nas duas laterais e sua velocidade acima da média permite tanto projeções ofensivas quanto recuperações defensivas eficazes. O jogador de 25 anos pode pecar na qualidade quando recebe espaço para atacar, mas, à exceção de James, o mesmo pode ser dito dos demais candidatos à posição no elenco inglês.
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Ezri Konsa
Konsa foi titular nos três jogos da fase de grupos, uma mudança considerável em relação à Eurocopa de 2024, quando iniciou apenas uma partida na campanha até a final. O defensor esteve no centro da defesa em todos os três duelos, formando dupla com John Stones no primeiro e ao lado de Marc Guéhi nos dois seguintes.
Como já atuou como lateral-direito por clube e seleção, pode haver a tentação de deslocá-lo para essa posição, abrindo espaço para Stones ao lado de Guéhi. Ainda assim, diante do que a Inglaterra tem apresentado na defesa, Tuchel dificilmente vai querer tirar Konsa da posição em que se sente mais confortável na reta decisiva do torneio.
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John Stones
Stones assistiu às duas últimas partidas do banco depois de perder a vaga para Guéhi. Aos 32 anos, o caminho de volta à zaga titular parece difícil, mas a lateral-direita pode ser uma alternativa para seu retorno.
Stones já atuou pelo lado direito da defesa tanto pelo clube quanto pela seleção, e não seria surpreendido pelo desafio de cobrir uma posição castigada pelas lesões, dado que está habituado à pressão de grandes torneios. Sua leitura de jogo apurada e o posicionamento criterioso também o favorecem caso seja acionado.
Trevoh Chalobah
Muita gente se surpreendeu quando Chalobah foi convocado após a lesão de Livramento. A expectativa era de que Tuchel chamasse um lateral de origem, seja Alexander-Arnold pelo lado direito ou alguém como Lewis Hall pela esquerda.
Há a possibilidade de que o jogador que substituiu um lateral acabe cobrindo essa função, principalmente como opção de banco caso o contexto do jogo exija um perfil mais defensivo para segurar o resultado. Na prática, apenas uma crise de lesões generalizada levaria Tuchel a escalar um zagueiro nato com apenas uma convocação pela seleção em uma posição que não é a sua nos momentos de maior pressão do torneio.