Inglaterra muda ‘meio time’ contra Panamá, mas dependência e dificuldade crônica seguem
Equipe comandada por Tuchel encerra primeira fase com a liderança do Grupo L, mas sem encantar
Favorita antes da Copa do Mundo, a Inglaterra não tem conseguido corresponder às expectativas colocadas sobre si. Depois de um início positivo contra a Croácia, a seleção de Thomas Tuchel teve dificuldades contra Gana e Panamá. Diante dos adversários considerados mais fracos do Grupo L, os ingleses sofreram para criar, e o treinador promoveu diversas mudanças no time para a última rodada, a fim de assegurar a primeira posição do grupo.
Contra o Panamá no MetLife Stadium, apenas Harry Kane e Jude Bellingham foram mantidos entre os titulares. Foi justamente dos veteranos, que já haviam comandado a vitória sobre a Croácia, os tentos no triunfo por 2 a 0 neste sábado (27). Ao todo, Tuchel promoveu cinco mudanças no time titular desde o empate sem gols com Gana — incluindo o lesionado Reece James, substituído por Jarell Quansah.
Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento
Anthony Gordon, Declan Rice e Noni Madueke deram espaço para Bukayo Saka, Morgan Rogers e Marcus Rashford, além de Djed Spence, na lateral-direita, que foi substituído por Nico O’Reilly. Ainda assim, a Inglaterra precisou dos líderes do elenco para sair com a vitória e a primeira posição do Grupo L.
Das mudanças promovidas por Tuchel, Rashford foi aquela que mais surtiu efeito. O atacante do Manchester United, que esteve emprestado ao Barcelona nesta temporada, criou boas oportunidades quando o duelo ainda estava empatado. Foram cinco finalizações para o atacante, sendo uma no gol, que forçou Orlando Mosquera a fazer boa defesa.
Inglaterra teve dificuldades para superar defesas na Copa do Mundo
O desempenho, no entanto, mostra que Tuchel ainda não tem uma certeza sobre os titulares da Inglaterra. Antes da Copa do Mundo, o treinador disse que Bellingham não estava garantido entre os 11 iniciais, já que considerava até 15 jogadores em condições para serem titulares. Para os 16-avos de final, o treinador alemão deve ter nova reflexão na escalação inicial.
Isto porque, apesar do resultado positivo, a Inglaterra voltou a ter dificuldades para criar. Contra Gana e Panamá, a Inglaterra somou mais de 150 minutos sem marcar. Em ambos os confrontos, a seleção encarou adversários fechados, que se defendiam com linha de cinco defensores.
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Mesmo com as mudanças ofensivas, o problema seguiu neste sábado. Para destravar o ataque, dependeu de uma jogada de bola parada e da força física de Bellingham, já na segunda etapa. Kane, que pouco tocou na bola nos minutos em que esteve em campo, conseguiu, de cabeça, marcar o segundo da Inglaterra — mas quando Panamá já havia se exposto e lançado ao ataque.
Com o gol, Kane chega a três marcados nesta Copa do Mundo e se torna, com 11, no maior artilheiro da seleção inglesa na história do torneio, superando Gary Lineker, com dez. Apesar disso, na função de maestro da Inglaterra, acertou apenas 13 dos 19 passes que tentou ao longo da partida.
— Somos os únicos que conseguiram criar contra o Panamá. Mas ainda precisamos nos fechar para cuidar dos contra-ataques — analisou Tuchel após a partida. Na reta final, ainda sofreu um gol da seleção panamenha, que foi anulado por impedimento.
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Inglaterra pode cruzar com o Brasil na Copa do Mundo
O resultado da Inglaterra coloca a seleção no caminho do Brasil rumo ao título. Isto pode ocorrer nas quartas de final, assim como em 2002, quando a Seleção conquistou o penta na Coreia do Sul e Japão.
O Brasil enfrenta, nos 16-avos de final, o Japão. O confronto ocorre nesta segunda-feira (27), às 14h (de Brasília), no Estádio de Houston, no Texas. Já a Inglaterra, com o primeiro lugar do Grupo L, aguarda a definição do terceiro melhor colocado dos grupos E/H/I/J/K. Neste momento, o confronto seria com Senegal.
Antes de um possível confronto entre Inglaterra e Brasil, é preciso que as equipes passem pelos 16-avos e, consequentemente, pelas oitavas de final.
Neste sábado (27), diante dos panamenhos, o cenário da partida caminhava para mais um doloroso 0 a 0, até que Jude Bellingham, depois de um escanteio, empurrou a bola para as redes, para assegurar a vitória por 1 a 0 e a vaga à fase de 16-avos de final como Harry Kane, autor de dois gols contra a Croácia,