Infantino: “As federações estão claramente a favor de uma Copa com mais seleções”
Não adianta muito reclamar no twitter ou fazer textão no Facebook. Cada vez mais, a Fifa parece empenhada em aumentar o número de participantes da Copa do Mundo. Que a insatisfação de boa parte do público que acompanha futebol seja clara, os dirigentes não dão ouvidos. Impera a troca de favores e a politicagem, que não se perderam com as mudanças na entidade. Nesta quarta, o presidente Gianni Infantino voltou a reiterar sua posição, afirmando que tem o “apoio esmagador” das federações.
As transformações para a Copa do Mundo, se acontecerem, só devem ser postas em prática para 2026. Contudo, elas serão discutidas já no próximo mês de janeiro, quando o conselho da Fifa se encontra. E o presidente da entidade aponta para uma “sensação positiva” diante daquilo que quer.
“Eu continuo convencido que o melhor é expandir a participação na Copa do Mundo para além de 32 times. Nós consideramos aumentar a competição para 40 ou 48 times. Um torneio com 48 equipes poderia ter a mesma duração do que acontece atualmente. As federações estão claramente a favor de uma Copa com mais seleções”, declarou o dirigente, em entrevista à Gazzetta dello Sport.
No momento, a proposta mais forte prevê a Copa do Mundo com 48 seleções. As equipes passariam a disputar uma fase de grupos com três times em cada chave.
Por outro lado, cresce também a oposição ao aumento do Mundial. Presidente da Associação Europeia de Clubes e do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge engrossou o discurso para que a mudança não aconteça. O alemão defende o argumento da perda de competitividade, assim como da exigência maior sobre os jogadores em fim de temporada.
“Diante do interesse dos torcedores e dos jogadores, nós pedimos à Fifa para que não aumente o número de seleções na Copa do Mundo. Política e comércio não podem ser a prioridade exclusiva do futebol”, afirmou o ex-jogador.



