Copa do Mundo

Por que os impedimentos ‘atrasados’ serão menos comuns na Copa de 2026

Fifa implementa nova tecnologia com aviso sonoro que ajuda bandeirinhas a serem mais velozes

Desde a implementação do VAR no futebol, um lance clássico tem frustrado muito o torcedor. É aquele ataque que todo mundo tem certeza de que o jogador atacando está impedido, mas o bandeirinha não anula porque tem receio de parar uma jogada que pode terminar em gol. Então, deixa a jogada rolar e marca a irregularidade ao fim do lance, para que seja analisada pelo árbitro de vídeo.

Esse tipo de jogada, porém, deve ser muito menos frequente na Copa do Mundo de 2026.

Isso porque a Fifa utilizará uma tecnologia semiautomática que enviará um aviso sonoro para os assistentes em impedimentos que estejam 10 centímetros ou mais irregulares. Versões anteriores dessa ferramenta já foram utilizadas na Copa do Mundo de Clubes e na Copa Intercontinental, mas só avisavam impedimentos com 50 cm ou mais.

A decisão final, porém, ainda é do profissional em campo. Se o bandeirinha acreditar que a tecnologia o notificou errado, ele pode deixar o lance seguir. A entidade máxima do futebol garante que medidas de segurança foram tomadas para evitar falhas.

Árbitro marca impedimento
Árbitro marca impedimento (Foto: IMAGO / Mauri Levandi)

A análise semiautomática não serve para lances de impedimentos subjetivos, com necessidade da interpretação se um jogador em posição irregular interferiu no lance sem tocar na bola, apenas para analisar irregularidades no posicionamento de atletas que participaram diretamente.

Evitar que esse tipo de lance impedido continue é também uma medida de segurança para os jogadores. Em maio de 2025, Taiwo Awoniyi, atacante do Nottingham Forest, colidiu com uma trave e foi colocado em coma induzido após uma jogada irregular em que o auxiliar demorou para marcar.

Impedimentos mais ajustados ainda exigirão análise na Copa do Mundo

Nos lances com menos de 10 centímetros de impedimento, o alerta automático não será acionado. Nesses casos, a análise continuará dependendo do sistema semiautomático e da revisão dos árbitros. Para tornar as imagens de impedimento mais precisas, a Fifa criará avatares 3D individualizados de todos os jogadores participantes da Copa, de forma mais precisa do que vinha acontecendo em outras competições.

Todos os 1.248 jogadores das 48 seleções participantes serão escaneados, em um processo que leva apenas um segundo e será feito na sessão de fotos antes da estreia.

Há também uma novidade para beneficiar os goleiros. Um sistema de reconstrução 3D em tempo real reproduzirá as perspectivas dos arqueiros para entender se um jogador impedido encobriu sua visão em uma finalização que termina em gol.

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Tecnologia 3D também ajudará a ver se a bola saiu

A reconstrução 3D também aparecerá nos momentos para saber a posição exata da bola quando há dúvidas se ela saiu pela linha de fundo ou lateral. Esse tópico frequentemente rende longos debates, com imagens pouco conclusivas.

Já o chip na bola, implementado em 2014 para saber quando a circunferência dela ultrapassou totalmente a linha do gol, agora também ajudará a identificar qual jogador tocou na bola, assim permitindo que o VAR avise o árbitro de campo se o escanteio foi marcado corretamente. A Fifa tem feito boa parte das medidas para evitar a perda de tempo e aumentar a precisão na Copa do Mundo.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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