Copa do Mundo

Holanda finalmente mostrou futebol na Copa e quem pagou o preço foram os Estados Unidos

Após três jogos sem graça, Holanda enfim faz boa partida e vence os Estados Unidos com destaque para Memphis Depay e Dumfries para avançar às quartas de final da Copa do Mundo

A Holanda finalmente fez um bom jogo na Copa do Mundo, logo quando mais precisava, no início da fase de mata-mata. Diante dos Estados Unidos, a Holanda venceu por 3 a 1, com boa atuação, e assim é a primeira seleção classificada. Eliminam um time americano que se mostrou promissor, mas que teve muitos problemas nas duas áreas: no centro da defesa e no centro do ataque. Nenhum dos dois setores foi eficiente e, diante da experiência maior dos neerlandeses em alto nível, isso pesou. A Holanda agora espera o vencedor de Argentina e Austrália.

Foram três jogos dos neerlandeses sem convencer, ainda lidando com lesões, especialmente de Memphis Depay. O atacante foi titular pela segunda vez e foi um dos destaques da partida com um gol e boa participação. Quem brilhou intensamente foi o lateral direito Memphis Depay, que atuou com liberdade no esquema de três zagueiros a Oranje. Foi o 19º jogo de invencibilidade da seleção dos Países Baixos cob o comando do técnico Louis van Gaal.

A eliminação dos Estados Unidos é dolorida para os americanos porque havia uma sensação que era possível vencer a Holanda, pelo futebol apresentado pelo adversário. Só que os problemas mostrados pelo time norte-americano pesaram negativamente. Faltou capacidade de defender um pouco melhor e ser mais efetivo no ataque. A frustração fica, mas há um caminho a ser seguido, especialmente porque a base do time é jovem. O time tem pontos positivos, tem jovens que podem conduzir o time a chegar mais experientes e ainda melhor preparados em 2026, quando os americanos sediarão a Copa do Mundo.

Escalações: poucas mudanças

A Holanda veio com os mesmos 11 jogadores que começaram a partida contra o Catar. O destaque era novamente a presença de Memphis Depay, esperança do time, além de Cody Gakpo, que fez uma ótima primeira fase.

Nos Estados Unidos, a mudança foi apenas uma: a entrada do centroavante Jesús Ferreira no lugar de Josh Sargent, que saiu machucado no jogo contra o Irã. A posição de centroavante é um dos problemas desse time americano, que não viu nem Sargent, nem Haji Wright se firmarem por ali.

O curioso é que Jesús Ferreira não tinha entrado em campo nenhum minuto na fase de grupos. Mais curiosamente ainda, a última vez que isso aconteceu nos americanos foi em 2002, justamente com o técnico Gregg Berhalter. O então zagueiro não jogou nenhum minuto na fase de grupos e foi titular contra México nas oitavas de final e contra a Alemanha nas quartas de final.

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Primeiro tempo: Holanda mostra eficiência

Logo a dois minutos, os Estados Unidos chegaram ao ataque. Sergiño Dest cruzou, a defesa tirou mal e McKennie conseguiu dividir a bola para colocar Christian Pulisic na cara do gol. Ele finalizou e o goleiro Noppert fez a defesa.

Esse primeiro lance não foi um acaso. Os americanos tinham mais a bola e se colocaram no campo de ataque nos primeiros minutos da partida. Só que a Holanda não precisou de muito para abrir o placar. Em jogada trabalhada, Cody Gakpo recebeu pelo meio, abriu na direita para Denzel Dumfries, que fez um passe para o meio perfeito para Memphis Depay, que finalizou de primeira, no canto, e abriu a conta no Estádio Khalifa International: 1 a 0.

Aos 17, a Holanda chegou novamente trocando passes, chegando ao ataque e, em passe de Gakpo para Blind, ele bateu pressionado e errou o alvo por muito. Mas foi uma segunda chegada de perigo dos holandeses.

Com a vantagem no placar, a Holanda jogava com tranquilidade. Não fazia pressão na saída de bola, deixando os zagueiros americanos tocarem a bola. Como eles são os menos qualificados, aconteceram erros. Os americanos não conseguiam chegar ao ataque com facilidade.

Aos 42 minutos, os americanos enfim conseguiram uma segunda finalização ao gol. Timothy Weah, de fora da área, chutou forte, mas Noppert, bem posicionado, fez a defesa sem problemas. A Holanda se posicionava mais atrás, tirando o espaço de aceleração dos Estados Unidos, a principal força do time americano.

Já aos 45 minutos, entrando nos acréscimos, a Holanda ampliou. Bola na direita com Denzel Dumfries, que cobrou lateral, tocou e recebeu de Klaassen e, na linha de fundo, cruzou rasteiro para trás mais uma vez e desta vez foi Daley Blind que pegou de primeira, de pé direito, e colocou no canto de Matt Turner: 2 a 0 para a Holanda.

Segundo tempo: Estados Unidos reagem, mas Holanda controla

Os times voltaram com mudanças para o segundo tempo. Na Holanda, entraram Steven Bergwijn no lugar de Marten de Roon e Teun Koopmeiners no lugar de Klaassen. Com isso, Gakpo foi recuado para meia, deixando Bergwijn e Depay no ataque.

Os Estados Unidos voltaram sem o camisa 9, Jesús Ferreira, e com a entrada do ponta Giovanni Reyna. Com isso, o time passou a atuar sem um centroavante e com três jogadores de velocidade no ataque. Pulisic foi quem ficou centralizado.

Aos quatro minutos, em cobrança de escanteio, os americanos tiveram uma chance. Pulisic cobrou para a área, McKennie desviou de cabeça e Ream teve a chance de finalizar, ainda que desequilibrado, e Gakpo, quase em cima da linha, tirou.

Logo depois, a Holanda que chegou com perigo. Bola em Dumfries do lado direto mais uma vez, ele cruzou rasteiro e o zagueiro Ream desviou contra, exigindo participação de Matt Turner para defender.

Em um ataque rápido, McKennie abriu para Giovanni Reyna, que fez a jogada pela esquerda, tocou de volta para o meio para McKennie e ele chutou de pé esquerdo, sem estar totalmente equilibrado, e bateu por cima do gol.

A Holanda chegou novamente aos 15 minutos. Gakpo não conseguiu ter espaço, girou, manteve a posse de bola e tocou para Depay, que finalizou de fora da área e exigiu boa defesa do goleiro Matt Turner, que mandou para escanteio.

O goleiro Matt Turrner salvou os Estados Unidos de levarem o terceiro gol aos 25 minutos. Em chute de fora da área de Gakpo, ele defendeu, deu rebote e Depay deu um peixinho de cabeça, mais uma vez defendida pelo goleiro americano.

Os americanos perderam uma grande chance aos 29 minutos. Depay recuou mal para trás e a bola caiu nos pés de Haji Wright, mas ele adiantou demais, ainda tocou para o gol e Aké tirou em cima da linha. Na cobrança de escanteio, Pulisic cruzou, a defesa tirou e Pulisic foi lançado na direita. Ele cruzou rasteiro e Wright tocou de forma estranha, mas a bola subiu e entrou: 2 a 1 para a Holanda. Os americanos voltaram para o jogo, aos 31 minutos.

Só que os Holandeses mataram o jogo logo depois. Aos 35 minutos, de ala para ala, Daley Blind cruzou da esquerda e achou Denzel Dumfries sozinho na segunda trave para completar de pé esquerdo e colocar no fundo da rede: 3 a 1.

Ficha técnica

Holanda 3×1 Estados Unidos

Local: Estádio Khalifa International, em Doha
Árbitro:  Wilton Pereira Sampaio (Brasil)
Gols: Memphis Depay, Daley Blind (Holanda), Haji Wright (Estados Unidos)
Cartões amarelos:
Teun Koopmeiners, Frenkie de Jong (Holanda)
Cartões vermelhos:
nenhum

Holanda: Andries Noppert; Jurriën Timber, Virgil van Dijk e Nathan Aké (Matthijs de Ligt); Denzel Dumfries, Marten de Roon (Steven Bergwijn), Frenkie De Jong e Daley Blind; Davy Klaassen (Teun Koopmeiners); Cody Gakpo (Wout Weghorst) e Memphis Depay (Xavi Simmons). Técnico: Louis van Gaal

Estados Unidos: Matt Turner; Sergiño Dest (DeAndre Yedlin), Walker Zimmerman, Tim Ream e Antonee Robinson (Jordan Morris); Tyler Adams, Yunus Musah e Weston McKennie (Haji Wright); Timothy Weah (Brenden Aaronson), Jesús Ferreira (Giovanni Reyna) e Christian Pulisic. Técnico: Gregg Berhalter

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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