Herói do Haiti, adversário do Brasil na Copa, se posiciona sobre polêmica que envolve nacionalizados
Ruben Providence, decisivo para classificação do país ao Mundial, comentou rumores envolvendo ex-jogador do Newcastle
Após 52 anos, a seleção do Haiti vai voltar a disputar uma Copa do Mundo e enfrentará a seleção brasileira de Carlo Ancelotti já na fase de grupos (Escócia e Marros completam o grupo C).
E muito do retorno do Haiti ao torneio passa por Ruben Providence, que foi crucial nos últimos dois jogos das Eliminatórias da Concacaf, com um gol e uma assistência contra Costa Rica e Nicarágua — rivais diretas por uma vaga no Mundial.
Nascido na França, o meia-atacante passou pelas categorias de base do PSG e da Roma antes de estrear entre os profissionais. Com passagens pelo sub-19 da seleção bicampeã do mundo, Providence recebeu o convite de representar o Haiti em 2023.
A princípio, o jogador de 24 anos recusou a proposta. Entretanto, sob influência do treinador Sébastien Migné, Ruben Providence resolveu se naturalizar e participou da Copa Ouro 2025 com a seleção haitiana. De lá para cá, o meia-atacante se tornou peça chave do comandante francês.
Een warm ontvangst voor Ruben, die zich met zijn land Haïti plaatste voor het WK! 👏#AlmereCity #BetterTogether pic.twitter.com/5gQaWL8xp4
— Almere City FC (@AlmereCityFC) November 20, 2025
Agora com o país garantido nos Estados Unidos, México e Canadá em 2026, Providence foi perguntado sobre os rumores de jogadores que não participaram do ciclo das Eliminatórias, mas desejam se naturalizar só para disputar a Copa do Mundo. Em entrevista à “AP”, o meia-atacante haitiano apoiou o movimento.
— Para mim, isso é futebol, é assim que funciona. Nos classificamos para uma Copa do Mundo, precisamos dos melhores jogadores — começou Ruben Providence.
— Pessoalmente, eu não teria problema nenhum com a vinda de jogadores de alto nível, muito pelo contrário. Não entrei em contato com ninguém, mas ouvi dizer que há conversas — finalizou o atleta do Almere City FC, da segunda divisão neerlandesa.
Saint-Maximin vai jogar a Copa do Mundo pelo Haiti?
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Por mais que o meia-atacante não tenha citado nomes, quem foi ligado ao Haiti nas últimas semanas é Allan Saint-Maximin. Com passagens por clubes como Monaco, Nice, Newcastle e Al-Ahli, o atacante nunca foi chamado pela seleção francesa principal, apenas com jogos pelos juniores.
Saint-Maximin é filho de pai haitiano, o que alimentou rumores sobre a naturalização. Em novembro, o jornal “Marca” publicou uma matéria sobre um suposto interesse do atleta de 28 anos jogar o Mundial pela seleção da América Central.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Allan Saint-Maximin desmentiu a informação. Mesmo em alta no América, do México, com três gols e duas assistências em 13 partidas, o atacante parabenizou o Haiti pela classificação à Copa do Mundo, mas avisou que não tem planos de jogar pelo país.
Je tiens à féliciter le peuple haïtien 🇭🇹 et la sélection nationale pour cette qualification historique 🙌🏾
— Allan Saint-Maximin (@asaintmaximin) November 24, 2025
C’est un moment important et je suis sincèrement content pour Haïti.
Je vois que certains ont fait des rapprochements, sûrement parce que je suis Guadeloupéen et Guyanais.… https://t.co/ShgiJoBcqA
— Gostaria de parabenizar o povo haitiano e a seleção por esta classificação histórica. Este é um momento importante e estou sinceramente feliz pelo Haiti. Vejo que algumas pessoas fizeram conexões, provavelmente porque sou de Guadalupe e da Guiana Francesa — escreveu Saint-Maximin.
— Mas, para que fique claro, não há planos ou projetos relacionados à seleção haitiana. Todo o respeito aos jogadores haitianos que conquistaram seu lugar nesta Copa do Mundo. Eles lutaram muito por essa classificação e é importante não os associar a boatos. Boa sorte para eles no Mundial.